Violência é elemento constitutivo do bolsonarismo, afirma cientista político

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Por José Bernardes — Brasil de Fato

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O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi para o debate neste domingo (18) na TV Band com o objetivo de sabotar o programa, orientado por figuras como Nikolas Ferreira, Lucas Pavanato e Pablo Marçal. Essa é a leitura geral do cientista político Cláudio Gonçalves Couto em participação no Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

O comportamento agressivo do senador, segundo o analista, expressa exatamente a filosofia bolsonarista. “A gente sabe que o bolsonarismo faz um culto à violência, tanto é que aquela mão de arminha é o sinal preferido deles. Eles tem a ideia de que o adversário não é um adversário, é um inimigo a ser combatido. A violência é um elemento constitutivo do bolsonarismo e do fascismo. Essa violência que foi identificada pelo público não é acidental, ela constitui o bolsonarismo”, afirma.

A pesquisa VoxBrasil divulgada neste domingo mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 51% das intenções de voto e Flávio com 49%, o que significa empate técnico. O levantamento foi feito antes do debate, portanto, não capturou algum eventual efeito que possa ter tido. Couto afirma que é preciso esperar os resultados do Datafolha e da Quaest previstas para sair essa semana para entender se o confronto televisivo impactou alguma das campanhas.

“Grupos focais ouvidos a respeito do debate demonstraram uma insatisfação com o debate propriamente dito. E alguns com a postura específica do Flávio, vista como uma postura não respeitosa e pouco adulta. O desempenho do Lula também não foi um bom desempenho, porque parece que chegou destreinado, parecia não estar preparado para o que iria vir”, aponta.

O cientista político destaca que, em muitos momentos, Lula acabou caindo nas provocações do adversário demonstrando uma certa fragilidade. “Claro que às vezes a indignação pode gerar solidariedade, mas também passar fragilidade. Vamos ver se a pesquisa consegue capturar isso.”

Com relação à composição do Congresso a partir do ano que vem e como fica o Centrão nesse contexto, Cláudio Gonçalves Couto considera que não dá para ter grandes expectativas com relação aos partidos que compõem esse bloco. “O Centrão é muito oportunista, não é um agrupamento político que opera segundo a lógica do interesse republicano. Se fosse assim, vários partidos não teriam se posicionado a favor de Flávio como fizeram. Não teriam votado a favor da lei da dosimetria. A gente não pode esperar muito do Centrão”, argumenta.

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

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Fonte: Brasil de Fato

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