“Venho do futuro”: apresentadora argentina alerta brasileiros sobre o desastre de Milei
Por Hora do Povo — Hora do Povo

“Eu adoraria estar falando agora com os brasileiros”, afirmou Nancy Pazos, denunciando o número recorde de empresas e postos de trabalho fechados com o desgoverno neoliberal
A jornalista e apresentadora argentina Nancy Pazos fez um alerta categórico ao povo brasileiro na última sexta-feira (9) sobre uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na eleição do segundo turno presidencial de 25 de outubro. Pazos dirigiu-se diretamente aos brasileiros e afirmou que fala “do futuro”, em referência ao drama que o país vizinho já viveu e continua sofrendo com a cartilha recessiva, pró-FMI.
Em mensagem no programa “Inteligência Artesanal”, do canal C5N, a apresentadora comparou o cenário do Brasil à desastrosa experiência da Argentina sob Javier Milei, sustentando a advertência com números sobre a tragédia econômica vigente que faz com que fábricas fechem – e continuem em avançado processo de extinção. É fato, sinalizou, que um argentino desempregado necessita enfrentar dez quarteirões de fila por uma vaga de trabalho. Ela também criticou o ministro da Economia argentino, que, em meio à recessão, culpou o Papa.
O ponto mais contundente veio no fim do programa, quando conclamou os brasileiros a que não votem no candidato da ultradireita, assinalando que, se Bolsonaro vencer, “o que vem é um filme de terror”. A fala foi repercutida pelo jornal argentino El Destape, que enfatizou a expressão.
A manifestação televisiva retomou um argumento que Pazos havia apresentado na terça-feira (6), em seu programa na Rádio 10, propondo que cada cidadão procurasse brasileiros de condição social semelhante para relatar a gravidade das perdas ocorridas para os argentinos desde que Milei assumiu a Casa Rosada.
Os problemas econômicos mencionados pela apresentadora encontram correspondência em indicadores oficiais recentes. Segundo dados da Superintendência de Riscos do Trabalho da Argentina, divulgados sábado (10) pelo jornal La Nación, foram 32.290 empresas que o país perdeu desde o início do governo Milei, em dezembro de 2023, uma redução de 6,3%. O impacto nos empregos foi brutal, reforça o Centro de Economia Política Argentina (CEPA) e alcança uma redução acumulada de cerca de 437.611 empregos formais desde o início da gestão.
Os dados refletem dificuldades no mercado de trabalho e na indústria, embora a economia argentina também registre crescimento em setores como energia, mineração e agronegócio.
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Fonte: Hora do Povo