Vários cabeleireiros concordam: “O condicionador é indispensável, mas para um cabelo saudável e forte, aplique também óleo no couro cabeludo.”
Por Carlos Emanoel Freires dos Santos — Catraca Livre
O condicionador continua sendo uma das etapas mais importantes para manter os fios macios, desembaraçados e menos sujeitos à quebra. Já o uso de óleo no couro cabeludo exige mais cuidado: ele pode funcionar bem em alguns tipos de cabelo, principalmente os mais secos e crespos, mas não deve ser tratado como uma regra para todo mundo. Em pessoas com oleosidade, caspa ou dermatite seborreica, aplicar óleo diretamente na raiz pode até piorar o problema.
Por que o condicionador continua sendo indispensável?
Depois do shampoo, a fibra capilar pode ficar mais áspera e suscetível ao atrito. O condicionador ajuda a reduzir esse efeito, facilita o desembaraço e deixa o cabelo mais maleável, o que diminui a chance de quebra durante a escovação.
Dermatologistas recomendam ajustar a aplicação ao tipo de cabelo. Em fios finos e lisos, o produto costuma ser concentrado do comprimento às pontas. Em cabelos mais secos, cacheados ou crespos, ele pode ser distribuído por uma área maior dos fios.
O óleo no couro cabeludo realmente fortalece o cabelo?
Não existe garantia de que passar óleo na raiz faça o fio crescer mais forte ou aumente sua velocidade de crescimento. O benefício mais evidente dos óleos está na lubrificação, na redução do ressecamento e na melhora temporária da aparência e do toque dos cabelos.
Alguns tipos de cabelo, especialmente os secos, grossos e muito cacheados, podem tolerar melhor a técnica conhecida como hair oiling. Já cabelos finos e lisos podem ficar pesados e oleosos com mais facilidade.
Quem deve evitar passar óleo diretamente na raiz?
Pessoas com caspa, couro cabeludo muito oleoso ou tendência à dermatite seborreica precisam ter mais cautela. Embora existam estudos investigando possíveis benefícios de alguns óleos, especialistas alertam que a aplicação direta pode piorar descamação e oleosidade em determinados casos.
Vale prestar atenção principalmente quando aparecem:
- coceira persistente;
- descamação frequente;
- placas oleosas ou avermelhadas;
- espinhas próximas à linha do cabelo;
- aumento rápido da oleosidade após a aplicação.
Produtos oleosos também podem migrar para testa e linha dos cabelos e favorecer obstrução dos poros em algumas pessoas.
Qual é a forma mais segura de usar óleo no cabelo?
Para quem deseja experimentar, uma alternativa mais conservadora é começar aplicando poucas gotas no comprimento e nas pontas, principalmente em fios secos, com frizz ou quebradiços. Óleos como o de argan podem ajudar a melhorar o acabamento e a reduzir a sensação de ressecamento.
Se a intenção for aplicar no couro cabeludo, use pequena quantidade, observe a reação e evite deixar resíduos acumulados por períodos prolongados. Ardência, coceira, aumento da descamação ou surgimento de lesões são sinais para interromper o uso.
Condicionador e óleo não cumprem exatamente a mesma função
O condicionador atua principalmente sobre os fios, reduzindo atrito, melhorando o desembaraço e deixando a superfície capilar mais uniforme. O óleo pode complementar esse cuidado ao diminuir ressecamento e frizz, especialmente em cabelos que precisam de mais lubrificação.
Aplicá-lo diretamente no couro cabeludo, porém, não é indispensável para ter cabelo saudável e forte. Para muitas pessoas, o melhor resultado vem de manter o couro cabeludo limpo, usar condicionador de acordo com o tipo de fio e reservar o óleo para comprimento e pontas. Quando há caspa, coceira ou dermatite, insistir em óleos na raiz pode fazer justamente o contrário do que se deseja.
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Fonte: Catraca Livre