‘Vamos deixar claro quem é ladrão de verdade; a família Bolsonaro não escapa’, diz Lula

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Por Augusto LeitePartido dos Trabalhadores

FILIAR É UM ATO DE LUTA.

O Partido dos Trabalhadores nasceu da coragem de quem nunca aceitou a injustiça como destino.


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Em Curitiba, presidente destaca combate a fraudes no INSS em seu governo, diz que seu filho não terá proteção e mostra como bolsonarismo nunca investiu em educação e inclusão social

Da Rede PT de Comunicação

Publicado em 12/09/2026 às 13h20

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Mais uma vez, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repetiu, neste sábado, 12, em comício na Boca Maldita, no centro de Curitiba, que o esclarecimento dos escândalos de corrupção precisa alcançar todos os envolvidos, sendo eles políticos, autoridades ou ministros do Supremo Tribunal Federal, inclusive a família Bolsonaro.

Lula considera que a queda de sigilos de inquéritos que apuram as fraudes da maior fraude financeira do Brasil, o caso do Banco Master, são de interesse de toda a sociedade. Por decisão do presidente do STF, Edson Fachin, os sigilos dos casos do Master foram retirados pelo ministro André Mendonça. No entanto, ainda faltam muitos documentos a serem revelados.

Ao lado de Requião Filho (PDT), candidato ao governo do Paraná, e de Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha, candidatos do PT ao Senado, Lula foi direto: “Vamos deixar claro para ver quem é de verdade ladrão e corrupto nesse país e a família Bolsonaro não escapa. Não escapa”.

Sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS e o caso Banco Master, Lula reafirmou a cobrança de transparência e investigação sem proteção a autoridades. Os dois escândalos foram gestados no governo Bolsonaro. O presidente disse que a extrema direita passou o último mês falando de corrupção, mas que foi no Governo Lula que a Controladoria-Geral da União e a Polícia Federal desarticularam o esquema de descontos fraudulentos nos benefícios previdenciários.

As declarações de Lula ocorrem após vir a público que existe, no STF, uma investigação sobre a participação de Flávio Bolsonaro no financiamento de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro que recebeu recursos do banqueiro Daniel Vorcaro. Flávio Bolsonaro é investigado por supostos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

No comício, Lula também mencionou o empresário e lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, e atribuiu ao Governo Bolsonaro a formação do esquema de descontos fraudulentos que atingiu aposentados e pensionistas. Reportagem do ICL Notícias mostrou que empresas de Flávio Bolsonaro e de Antônio Carlos dividem o mesmo endereço em Brasília.

“Nós descobrimos em dois anos a maior quadrilha montada para roubar aposentado e pensionista nesse país. Foi a Controladoria-Geral da União no meu governo e a Polícia Federal que descobriram uma quadrilha montada no Governo Bolsonaro que roubou R$ 3,5 bilhões com desconto falso de aposentados, de homens e mulheres. Nós pegamos a quadrilha. Vários deles já estão na cadeia”, afirmou Lula.

Lula também repetiu que acredita na inocência do filho, Fábio Luís Lula da Silva, mas rejeitou qualquer possibilidade de interferência para protegê-lo caso seja comprovada alguma irregularidade.

“Meu filho não será protegido. Ele nasceu para fazer as coisas certas. E eu acredito na inocência dele. Mas se ele cometeu um erro, ele terá que pagar pelo erro que ele cometeu”, assegurou.

O presidente ressaltou que a mesma regra deve valer para ele e para os integrantes do Supremo Tribunal Federal. Ele cobrou um comportamento rigoroso de quem ocupa a Corte, afirmou que o cargo não pode ser usado como caminho para enriquecimento.

“Isso vale para mim, isso vale pro meu filho, isso vale para qualquer ministro da Suprema Corte. Ninguém pode ser ministro da Suprema Corte para ficar rico. Aquilo é um sacerdócio”, declarou.

Sem receio de mencionar revelações que constrangem o mundo político, Lula também afirmou que a apuração sobre Daniel Vorcaro deverá expor outros aspectos das relações do banqueiro com integrantes do Congresso e agentes públicos. Mencionou supostos encontros sexuais com mulheres trazidas do exterior e disse que os envolvidos em irregularidades serão revelados pelo avanço das investigações.

“Isso vai começar a aparecer. Eu disse a vocês que esse ano era o ano da verdade vencer a mentira”, afirmou.

Segundo o presidente, a sociedade precisa conhecer o conjunto das informações do caso Master, sem a divulgação seletiva de trechos dos processos. Lula contou ter levado essa cobrança ao presidente do Supremo e reiterou que o esclarecimento dos fatos é necessário para identificar quem participou do esquema.

Ao passar das investigações às políticas públicas, Lula destacou o Pé-de-Meia como uma resposta à evasão escolar de adolescentes que deixam os estudos para ajudar no sustento da família. O presidente afirmou que cabe ao Estado criar condições para que esses jovens permaneçam na escola e anunciou a intenção de ampliar o alcance do programa.

“Por que nós criamos o Pé-de-Meia? Nós descobrimos que 500 mil meninas e meninos do ensino médio todo ano desistiam da escola para tentar ajudar no orçamento familiar. E eu fiquei pensando: se a gente deixa uma menina ou menino de 14, 15 anos desistir da escola, a gente vai estar entregando ao crime organizado, à bandidagem, à prostituição o futuro dessas pessoas que não tiveram oportunidade. E quem tem que dar oportunidade é o Estado brasileiro”, afirmou.

Lula rejeitou a visão da direita de que recursos destinados à formação da juventude representem apenas uma despesa. Para ele, a educação melhora as condições de vida das famílias, amplia as oportunidades de trabalho e permite ao país construir seu próprio desenvolvimento tecnológico.

“A direita fala que nós estamos gastando. Nós estamos investindo 14 bilhões de reais e já atendemos 1 milhão e 200 mil jovens. E aqui no Paraná são 280 mil jovens no Pé-de-Meia, tá? E nós vamos agora universalizar, agora vai ser para todo mundo. Porque eu quero dizer para vocês: só há um jeito do Brasil dar um salto de qualidade.”

O presidente também apontou a expansão das universidades e dos institutos federais como parte da transformação promovida pelos governos do PT. Disse que o acesso à formação superior precisa alcançar os filhos de trabalhadores e romper com a ideia de que determinadas profissões estão reservadas aos mais ricos.

“Eu quero que a filha da empregada doméstica possa participar do mesmo concurso que a filha da patroa e que vença a melhor. Porque a filha da empregada doméstica não quer ser empregada doméstica: ela quer ser doutora, ela quer se formar, ela quer ter uma profissão. Acabou o tempo em que a universidade era proibida para o pobre”, disse.

Lula citou ainda a Farmácia Popular, o Samu e a ampliação do acesso a especialistas. Segundo ele, garantir atendimento e tratamento a quem não pode pagar é uma questão de dignidade e deve orientar as escolhas do poder público.

O presidente vinculou esse balanço à decisão que os brasileiros tomarão nas urnas. Afirmou que a eleição envolve o futuro da educação, da saúde e da renda das famílias, e pediu que cada eleitor pense no país em que deseja viver antes de escolher seus candidatos.

“Esqueçam os candidatos primeiro. Nem pensem no candidato. Coloquem no papel o Brasil que vocês querem, o Brasil com que vocês sonham. Com base no seu sonho, escolham aquela pessoa que você acha que vai realizar o seu sonho”, apontou.

Lula destacou o papel dos governos petistas na inclusão dos mais pobres e colocou a continuidade dessas políticas no centro da disputa. “E qual é a escolha nossa? Se a gente quer continuar melhorando ou quer voltar para trás? Melhorar, né?”, perguntou.

Na comparação entre projetos, o presidente criticou a destruição de ministérios e políticas públicas e recordou o período anterior à retomada da valorização do salário mínimo. Também apontou a falta de atualização de recursos destinados à alimentação escolar e às bolsas de pesquisa.

“A gente não pode esquecer a quantidade de ministérios que foram destruídos, a quantidade de políticas públicas”, afirmou.


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Fonte: Partido dos Trabalhadores

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