Uma máquina do século XIX tinha pulmões de fole, língua mecânica e uma cabeça que conseguia falar, rir, sussurrar e cantar
Em 1846, uma invenção intrigante chamada Euphonia, criada por Joseph Faber, impressionou os visitantes de Londres ao reproduzir a fala humana de forma mecânica. A máquina, que contava com um fole que funcionava como pulmões e uma estrutura complexa que imitava a boca e a língua, era operada por teclas e pedais, permitindo que o som fosse gerado em tempo real, sem gravações. Relatos da época indicam que a Euphonia conseguia pronunciar palavras em diversos idiomas, embora a qualidade da voz fosse peculiar e dependesse da habilidade do operador. Além de falar, a máquina também podia sussurrar, rir e cantar, criando uma experiência que desafiava a percepção do público sobre a interação entre máquina e ser humano.
Fonte: Catraca Livre