TSE dá 24 horas para governo retirar publicações de seis ministérios

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Por Redação Brasil 247Brasil 247

247 – O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta terça-feira (22) que o governo federal retire, no prazo de 24 horas, publicações divulgadas nos sites de seis ministérios. A decisão liminar atende parcialmente a uma ação apresentada pelo candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD). As informações são da Sputnik Brasil. A decisão também foi noticiada por outros veículos nesta terça-feira.

A ordem atinge conteúdos publicados pelos ministérios da Saúde, das Mulheres, da Educação, da Cultura, da Previdência Social e do Trabalho e Emprego.

Caiado acionou o TSE contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Sidônio Palmeira, e outros integrantes do governo. A representação questiona a divulgação de atos, programas, serviços, entregas e realizações do governo federal durante a campanha eleitoral.

Nunes Marques acolheu parte dos argumentos apresentados. Para o ministro, as publicações atingidas pela decisão apresentam características de publicidade institucional, cuja veiculação sofre restrições nos três meses anteriores às eleições.

Publicações da Saúde deverão ser retiradas

No Ministério da Saúde, a decisão determina a retirada de conteúdos sobre a ampliação do atendimento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Belo Horizonte, ações de vacinação acompanhadas pelo ministro Alexandre Padilha e visitas realizadas por ele a um hospital e a um evento em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Nunes Marques considerou que essas publicações conferem protagonismo pessoal ao titular da pasta, ultrapassando o caráter estritamente informativo permitido pela legislação durante o período eleitoral.

O Ministério das Mulheres deverá remover uma publicação relacionada ao diagnóstico nacional da rede especializada de atendimento às mulheres.

No Ministério da Educação, a decisão alcança conteúdos sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e a abertura de 11 mil vagas em novos cursos das universidades federais para 2027.

Cultura, Previdência e Trabalho também são atingidos

O Ministério da Cultura terá que retirar publicações referentes a políticas para o setor audiovisual, ao Fundo Setorial do Audiovisual e à Lei Rouanet.

Na Previdência Social, a determinação atinge uma divulgação sobre uma força-tarefa contra pagamentos a beneficiários considerados “fantasmas”.

Já no Ministério do Trabalho e Emprego, deverão ser removidas duas publicações referentes à participação do ministro Luiz Marinho em eventos.

Ao todo, a decisão alcança 15 publicações nos seis ministérios. Além de cumprir a retirada em 24 horas, o governo terá prazo de cinco dias para apresentar sua defesa.

Publicidade institucional é restringida durante campanha

A legislação eleitoral restringe, nos três meses anteriores ao pleito, a publicidade institucional de atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos, ressalvadas as hipóteses previstas em lei.

A proibição não depende necessariamente da existência de pedido explícito de voto ou de referência direta ao candidato que ocupa a Presidência. O objetivo é impedir que a estrutura de comunicação do Estado seja utilizada para favorecer eleitoralmente governantes e candidatos.

A decisão ocorre a menos de duas semanas do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Nunes Marques preside o TSE desde maio de 2026.

A medida é liminar e, portanto, não representa o julgamento definitivo da ação apresentada por Caiado. Caberá ao governo apresentar seus argumentos ao tribunal, que posteriormente poderá analisar o mérito da controvérsia.

Fonte: Brasil 247

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