Trumpismo prende ilegalmente na Bolívia investigadores de Cerimedo, ex-assessor dos Bolsonaros acusado de feminicídio e golpismo

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Por Redação — Esquerda Diário

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É urgente denunciar essa enorme operação para proteger Fernando Cerimedo, acusado de mandar matar a ex-companheira, Fernando Cerimedo comandava milícias digitais no continente e alimentava a tese de fraude nas urnas para Flávio Bolsonaro, uma espécie de “Steve Banon latino”. Trata-se de mais interferência dos EUA de Trump na política Boliviana, como parte de sua ingerência na América Latina, a favor da internacional reacionária trumpista, que tem como representante os Bolsonaros no Brasil. Uma escandalosa operação de prisões ilegais neste dia 28 de setembro teve objetivo evidente: proteger Cerimedo articulador internacional da extrema direita, amigo de Trump, Bolsonaro e Milei, e assessor direto de Rodrigo Paz. Querem com essa operação um resultado duplo, debilitar a oposição interna e ao mesmo tempo evitar que siga num crescente as denúncias a este mafioso agente trumpista, que também foi assessor dos Bolsonaros no Brasil.

No dia 28 de setembro o procurador geral que investigava o caso de Cerimedo, Róger Mariaca, foi preso, junto com dezenas de outros funcionários e procuradores. Simultaneamente agentes do Centro Especial de Investigação Policial mascarados entraram nas instalações da Procuradoria-Geral do Estado em Sucre, onde funcionários se preparavam para realizar uma coletiva de imprensa para denunciar a prisão de Mariaca, e realizaram uma operação clandestina de detenções.

No dia 1 outubro, imediatamente após Luís Montaño assumir como procurador geral, sucessor interino Róger Mariaca, e este anunciar que ia seguir com a investigação de Cerimedo e sua relação com esposa do presidente, “Bibi” Urquidi Barbery, o governo de Rodrigo Paz anuncia seu mandato de prisão. Tudo isto ocorre enquanto forças especiais dos EUA atuam no treinamento de tropas policiais e do exército Boliviano e sob o pretexto de “combate ao narcoterrorismo”, mesmo pretexto utilizado para o sequestro de Maduro na Venezuela, assim como as pressões no Brasil por trás desse falso discurso de quem quer combater o PCC e o CV, mas tem múltiplas denúncias de vínculos.

É neste contexto que neste 2 de outubro, a câmara de deputados votou abruptamente a lei anticonustituocional que lhe outorga o poder de destituir o procurador geral e eleger um novo corpo de procuradores. E o mais escandaloso, a votação com compra de votos de representantes do Escudo das Américas – é uma coalizão multinacional de cooperação militar e de segurança no Hemisfério Ocidental liderada pelos Estados Unidos, lançada em março de 2026 pelo governo de Donald Trump -, segundo a denúncia flagrante de uma senadora do PDC. É a esta coalizão direitista que Flávio Bolsonaro que somar o Brasil.

A relação de Cerimedo com os Bolsonaro vem de longe e se expressou nessa eleição. Flávio Bolsonaro se reuniu com embaixadores em Brasília para propagar informações falsas sobre as urnas eletrônicas e dois dias depois, Eduardo Bolsonaro fez uma live com Fernando Cerimedo.

A intervenção dos EUA de Trump não é apenas comprovada por esta denúncia, mas também é evidente pelos fatos de que: 1) tudo isto ocorreu após Rodrigo Paz visitar os EUA e receber o apoio oficial dos representantes do Escudo das Américas. 2) Horas após a aprovação desta lei inconstitucional na câmara de deputados, o FMI acaba de aprovar um crédito de 214 milhões de dólares para o estado Boliviano.

Vale recordar que tudo isto ocorreu durante o estado de exceção estendido por Rodrigo Paz, mecanismo de repressão e supressão de direitos democráticos utilizado contra a população trabalhadora, camponesa e indigena que protagonizavam uma verdadeira rebelião popular pedindo a renúncia de Rodrigo Paz.

O objetivo final de toda esta operação é evidente: aprofundar a submissão semicolonial da Bolívia aos EUA e terminar de entregar seus recursos naturais, como as terras raras e lítio, para a máquina de guerra genocida norte-americana em nome do lucro de sua burguesia. Combinado a isso, fortalecer a internacional reacionária, evitando que Cerimedo e seus escândalos contaminem os aliados na região, pois é ex assessor de Flávio Bolsonaro, Milei e outros.

Fonte: Esquerda Diário

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