Trump descarta ação militar e diz que chegará a um acordo com Cuba

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Por Redação Brasil 247 — Brasil 247

247 – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (26) que não prevê a necessidade de enviar forças militares a Cuba e disse acreditar que Washington chegará a um acordo com o governo cubano. As declarações foram dadas à imprensa na Casa Branca, segundo a Sputnik.

“Não acredito que precisaremos dos militares”, declarou Trump ao ser questionado sobre a possibilidade de uma intervenção na ilha caribenha.

Na mesma conversa com jornalistas, o presidente norte-americano sinalizou a possibilidade de uma saída negociada para as tensões entre Washington e Havana. Trump estimou que os Estados Unidos chegarão a “um acordo com Cuba”, sem detalhar, no entanto, quais seriam os termos de um eventual entendimento ou se já existem negociações em andamento entre os dois governos.

A declaração ocorre em meio a uma política de forte pressão da administração Trump sobre Cuba. Em diferentes ocasiões, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o país estaria “à beira do colapso” e defendeu o que chamou de uma “mudança de poder” na ilha.

Ao afastar, ao menos neste momento, a hipótese de utilização das Forças Armadas, Trump introduz um elemento diferente em sua retórica sobre Havana ao mencionar explicitamente a possibilidade de um acordo.

As relações entre Estados Unidos e Cuba voltaram a atravessar um período de forte tensão durante o atual governo norte-americano. Em janeiro deste ano, a Casa Branca autorizou a imposição de tarifas sobre importações provenientes de países que fornecem petróleo a Cuba, ampliando a pressão econômica sobre a ilha.

Washington também declarou estado de emergência sob a justificativa de uma suposta ameaça cubana à segurança nacional dos Estados Unidos. A medida integra a estratégia de pressão adotada pela administração Trump contra Havana.

Impactos do embargo

O governo cubano enfrenta dificuldades econômicas agravadas pelas restrições externas, pela escassez de energia e pelas sanções norte-americanas. O embargo econômico dos Estados Unidos contra Cuba remonta à década de 1960 e constitui há décadas um dos principais pontos de conflito entre Washington e Havana.

A nova declaração de Trump, entretanto, abre a possibilidade de uma mudança na forma como a Casa Branca pretende administrar a relação com Cuba. Embora o presidente norte-americano tenha reiterado nos últimos meses suas críticas ao governo cubano, sua afirmação de que espera alcançar um acordo e de que não considera necessário recorrer às forças militares sinaliza, neste momento, uma preferência declarada pela negociação.

Trump não informou quando um eventual acordo poderia ser alcançado nem revelou quais condições Washington pretende apresentar a Havana.

Fonte: Brasil 247

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