Trabalhadores iniciam greve nas instalações da refinaria do Lobito, Angola

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Por Esquerda Diário – Angola, Quilombo VermelhoEsquerda Diário

Nesta sexta feita (11), centenas de trabalhadores das instalações da refinaria do Lobito, na província de Benguela, iniciaram uma greve por tempo indeterminado, contra as precárias condições de trabalho e míseros salários, em suas próprias palavras. Os trabalhadores protestam mesmo sem um sindicato formalizado, pela proibição da empresa patronal Sonaref, parte da estrutura empresarial da petrolífera Sonangol. A reivindicação é no mínimo um pagamento salarial de 600 mil kwanzas, equivalente a cerca 650 dólares.

Nesta sexta feita (11), centenas de trabalhadores das instalações da refinaria do Lobito, na província de Benguela, iniciaram uma greve por tempo indeterminado, contra as precárias condições de trabalho e míseros salários, em suas próprias palavras. Os trabalhadores protestam mesmo sem um sindicato formalizado, pela proibição da empresa patronal Sonaref, parte da estrutura empresarial da petrolífera Sonangol. A reivindicação é no mínimo um pagamento salarial de 600 mil kwanzas, equivalente a cerca 650 dólares.

A greve ocorre dias após a visita do Presidente da República do Botswana, Duma Gideon Boko, à refinaria, e cujo governo de João Lourenço demagogicamente apresentou os “avanços” na obra. Vale ressaltar que a refinaria do Lobito está integrada ao projecto de escoamento do chamado Corredor do Lobito, para servir de escoamento dos minerais e riquezas naturais da República Democrática do Congo e da Zâmbia para o exterior. O projecto foi aprofundado após visita do então Presidente dos EUA, Joe Biden, em dezembro de 2024, à Lobito, junto à JLO.

Hoje, o petróleo angolano representa 80% das exportações totais do país, mas ao contrário de trazer desenvolvimento e melhores condições de vida à população, ele reforça sua dependência ao imperialismo e às multinacionais. Visto que, inclusive, os activos da Sonangol e a própria refinaria do Lobito estão na mira das privatizações do governo do MPLA.

A luta dos trabalhadores da Sonaref mostra o caminho para enfrentarmos as condições precárias que o imperialismo e o governo nos impõem, assim como a greve de professores iniciada nas últimas semanas. Todo apoio! Contem com o Quilombo Vermelho e o Esquerda Diário para esta luta!

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Fonte: Esquerda Diário

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