‘Tentar me calar, silenciar ou me intimidar é violência de gênero e racismo’
Por germana accioly — Partido dos Trabalhadores
FILIAR É UM ATO DE LUTA.
O Partido dos Trabalhadores nasceu da coragem de quem nunca aceitou a injustiça como destino.
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Deputada estadual Dani Portela conta, em depoimento à campanha Um Minuto pela Vida das Mulheres, que sofreu ameaças de morte e agressão policial
Da Rede PT de Comunicação
Publicado em 10/09/2026 às 09h00
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“Como mulher negra na política, já enfrentei ataques de ódio, fake news, inclusive ameaças de morte enviadas por e-mail no exercício do meu mandato parlamentar.” A deputada estadual Dani Portela (PT-PE) gravou um depoimento para a campanha Um Minuto pela Vida das Mulheres e revela que a violência da qual foi alvo não ficou restrita ao ambiente virtual. Recentemente, Dani foi agredida por policiais militares em um evento público. Ela acredita que os episódios fazem parte das tentativas de afastar mulheres, especialmente mulheres negras, dos espaços de decisão e de poder.
“Disseram que iam me arrancar essa flor da minha cabeça em inúmeras ameaças de morte. E, recentemente, eu sofri uma agressão por parte da Polícia Militar do Estado de Pernambuco apenas por me opor a uma abordagem truculenta da polícia”, desabafa.
Divulgar uma ameaça e partilhar a experiência pessoal é uma maneira de fortalecer a mobilização coletiva no enfrentamento da violência contra as mulheres.
“Tentar me calar, silenciar ou me intimidar é violência de gênero e racismo. A minha voz não vai parar”, afirma.
O depoimento Dani Portela faz parte de uma campanha que tem como objetivo chamar a sociedade para refletir sobre a violência estrutural contra as mulheres nos seus mais diversos níveis. Um Minuto pela Vida das Mulheres, que reúne histórias de lideranças femininas e já publicou com os seguintes relatos:
deputada federal Jack Rocha (PT-ES)
ex-ministra da Saúde e ex-presidente da Fiocruz Nísia Trindade;
secretária nacional adjunta de Comunicação do PT Camila Moreno;
secretária nacional de Nucleação do PT Claudinha Lima;
vereadora Luna Zarattini (PT-SP);
vereadora Eugênia Lima (PT-PE);
senadora Teresa Leitão (PT-PE), primeira mulher a ocupar a liderança do Governo no Senado;
deputada estadual Andréia de Jesus (PT-MG)
e a vereadora de Natal Brisa Bracchi.
As mulheres falam sobre ameaças, perseguição, silenciamento, deslegitimação e outras formas de ataques que mostram como a violência de gênero atravessa a vida das lideranças femininas que ocupam espaços de poder.
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Fonte: Partido dos Trabalhadores