TCU recua e aprova contas do BC sem esperar julgamento do caso Master

0

Por Felipe Rabioglio — ICL Notícias

ouça este conteúdo
00:00 / 00:00

1x

Por Guilherme Pimenta e Adriana Fernandes

(Folhapress) – O TCU (Tribunal de Contas da União) recuou e aprovou as contas do Banco Central de 2025, uma semana depois de ter condicionado a regularidade dos dirigentes do órgão à conclusão do processo que apura a liquidação do Banco Master.

O recuo ocorreu durante julgamento da 2ª Câmara na manhã desta terça-feira (20). O ministro-relator, Jorge Oliveira, reconheceu agora que a área técnica do TCU havia pedido a aprovação das contas de Gabriel Galípolo e dos outros diretores do BC, sem atrelá-las à conclusão do processo do Master.

Na última semana, conforme mostrou a Folha de S.Paulo, os ministros da 2ª Câmara haviam suspendido o julgamento das contas do BC por considerar que o processo que apura a liquidação do órgão no caso Master ainda não foi concluído pela corte de contas.

De relatoria do ministro Jhonatan de Jesus, que chegou a ameaçar interferir na liquidação da instituição financeira de Daniel Vorcaro, decretada ano passado pelo BC, o processo foi suspenso por ordem do próprio Jhonatan, que alegou ser necessário esperar a conclusão dos processos criminais do Master no STF para averiguar se o BC agiu certo ao decretar a liquidação da instituição financeira.

A ordem ocorreu mesmo após a área técnica do TCU ter concluído que não houve irregularidades na liquidação do Master.

A decisão da semana passada gerou uma pressão adicional do TCU sobre o Banco Central e irritou alguns ministros da corte. A 2ª Câmara do TCU é presidida por Jorge Oliveira e composta pelos ministros Augusto Nardes, Antonio Anastasia e Jhonatan de Jesus.

Anastasia, no entanto, não participou do julgamento.

A sugestão de condicionar a aprovação das contas ao processo do Master foi do procurador do Ministério Público junto ao TCU Julio Marcelo de Oliveira, acatada pelo ministro Jorge Oliveira.

Análise

A corte analisa anualmente as contas do Banco Central e dos outros órgãos para verificar se houve o cumprimento das regras legais, bem como a legalidade no uso dos recursos públicos.

Ao fim do processo, o tribunal pode considerar as contas regulares, regulares com ressalvas ou irregulares.

Caso a corte de contas decida rejeitar as contas, pode aplicar multas e determinar o ressarcimento de recursos públicos em caso de prejuízo ao erário. Em situações mais graves, também pode declarar o responsável inabilitado para exercer cargo em comissão ou função de confiança por cinco a oito anos.

Com a aprovação das contas, o processo contra o BC e seus dirigentes foi arquivado.


Evento Online


Evento Online


Informações em primeira mão! Siga o canal do ICL Notícias no WhatsApp


Acesso total a mais de 300 cursos, materiais e séries! Seja Membro ICL


Siga e acompanhe as atualizações do ICL Notícias também pelo Google News

bcTCU

Relacionados


Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, será ministro do TCU

Mudança de posto

Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, será ministro do TCU

Ex-presidente do Senado recebeu 404 votos na Câmara e agora aguarda a promulgação da indicação pelo Congresso


TCU aponta 57 candidatos com contas irregulares; casos vão de merenda a obras milionárias

SOB SUSPEITA

TCU aponta 57 candidatos com contas irregulares; casos vão de merenda a obras milionárias

Relação enviada à Justiça Eleitoral reúne decisões definitivas envolvendo dinheiro público; entre os nomes estão deputado federal, candidato a governador e ex-senador


TCU decide construir casas para ministros em área valorizada de Brasília

Dinheiro Público

TCU decide construir casas para ministros em área valorizada de Brasília

Corte diz que ainda não há estimativa de despesa nem definição sobre quem ocupará imóveis

Carregar Comentários

Fonte: ICL Notícias

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *