STJ e cointeligência: uma nova arquitetura da decisão no Direito
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) está implementando um novo modelo de organização do trabalho processual que integra advogados, sistemas de inteligência artificial e membros do tribunal em um sistema de cointeligência. Essa abordagem visa otimizar a eficiência do tribunal, permitindo que humanos e máquinas atuem de forma coordenada em diferentes etapas do processo. A cointeligência, como definida por Ethan Mollick, não busca que as máquinas pensem como seres humanos, mas sim que as capacidades humanas e computacionais sejam combinadas para melhorar a execução de tarefas intelectuais.
Os dados do primeiro semestre de 2026 revelam a necessidade dessa reorganização, com a corte recebendo e julgando centenas de milhares de processos em um ritmo acelerado. Apesar de ter baixado um número significativo de processos, o acervo total ainda era elevado ao final do período, evidenciando a pressão sobre o sistema judiciário. Essa nova estratégia do STJ reflete a urgência de incorporar tecnologias avançadas para lidar com a crescente demanda e garantir uma justiça mais ágil e eficaz.
Fonte: Consultor Jurídico