Sóstenes confirma plano de votar PEC de Rogério Marinho sobre jornada flexível após apoiar fim da 6×1
Por Leonardo Sobreira — Brasil 247
247 – O deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados, afirmou nesta quarta-feira (14) que a estratégia da oposição no Congresso é apoiar, inicialmente, o fim da escala de trabalho 6×1 e, posteriormente, caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) seja eleito presidente da República, aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 12, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN).
A proposta de Marinho prevê que os trabalhadores possam escolher entre a jornada tradicional, regulamentada pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e um regime flexível, baseado na quantidade de horas trabalhadas.
Sóstenes negou que uma proposta contrarie a outra, ao falar a jornalistas no Senado.
“Não, ao contrário, ela complementa a atual proposta porque ela dá mais ao trabalhador, assim como foi o MEI. Quando nós criamos o MEI, as pessoas falavam, ‘vai acabar com a carteira de trabalho’. Acabou a carteira de trabalho? Não. Hoje o trabalhador escolhe: ‘eu quero ser MEI, quero ser PJ’, e trabalha como PJ, ou, ‘não, eu quero carteira de trabalho’, e ele continua trabalhando com carteira de trabalho. A nossa PEC, que nós queremos votar caso os brasileiros confirmem a eleição do presidente Flávio Bolsonaro dia 25 para o próximo ano, é simples. O trabalhador que quer trabalhar CLT por 40 ou 44 horas, sendo hoje é 44 e pode ir para 40 horas semanais, fala, ‘quero, sou CLT’. Ou, ‘não, eu quero trabalhar por horas trabalhadas e horas recebidas, porque eu só quero trabalhar 3 dias por semana’, e então ele vai ter a liberdade de escolha. O que nós queremos dar ao trabalhador é a liberdade que o PT não quer dar. O PT quer impor 40 horas. Nós queremos dar a liberdade total”, disse Sóstenes a jornalistas no Senado.
Mais cedo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato do PL à presidência da República, afirmou que apoiará o fim da escala de trabalho 6×1. O bloco de direita no Senado vinha tentando obstruir a votação. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), pautou para esta quarta-feira a proposta de emenda à Constituição.
Fonte: Brasil 247