“Social não é exclusividade da esquerda”, diz Gracinha ao defender valores da direita
Por Bruna Ariadne — Jornal Opção

A candidata ao Senado Federal Gracinha Caiado (União Brasil) afirmou nesta terça-feira, 15, que pretende defender no Congresso pautas associadas à direita, como a valorização do trabalho, de quem produz e da família.
“O meu posicionamento de direita é defender quem trabalha e quem produz, defender a família. Esse é o meu posicionamento e jamais vou mudar”, declarou.
A afirmação foi feita durante entrevista à Rádio Bandeirantes, em Goiânia. Na conversa, Gracinha também defendeu que o desenvolvimento econômico esteja associado às políticas sociais e contestou a ideia de que essa agenda seja exclusiva da esquerda.
Gracinha também argumentou que políticas de desenvolvimento econômico devem caminhar ao lado de ações voltadas à população em situação de vulnerabilidade. Para a candidata, a área social não deve ser tratada como uma bandeira exclusiva de partidos de esquerda.
“Também acredito que o desenvolvimento econômico não pode se afastar da sensibilidade social. Essa história de que o social é feito pela esquerda não é verdade. Goiás mostrou isso, porque o que as pessoas querem não é favor. Elas querem oportunidade de sair da situação de vulnerabilidade em que vivem”, afirmou.
Políticas sociais
Ao abordar o tema, Gracinha citou mudanças ocorridas em Goiás desde 2019 nas áreas de saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Segundo ela, os resultados alcançados no estado demonstram ser possível conciliar crescimento econômico e políticas destinadas às pessoas mais vulneráveis.
A candidata também relembrou o cenário encontrado no início do governo Ronaldo Caiado e fez uma comparação com a situação atual do estado.
“Nada é maior do que a verdade. Antes, em Goiás, as pessoas tinham que viajar do Sul do estado para fazer uma hemodiálise na capital. Havia hospitais sem medicamentos e atendimento e escolas com crianças sentadas debaixo de árvores ou em latas de tinta porque não existiam sequer salas de aula”, disse.
Caso Banco Master
Outro assunto abordado durante a entrevista foi o caso Banco Master. Gracinha defendeu que todos os citados nas investigações sejam submetidos aos mesmos critérios, independentemente do cargo ocupado ou do posicionamento político.
Na avaliação da candidata, o país atravessa uma crise institucional que exige transparência e respeito à legislação.
“Se o Supremo não concordar que seja investigado, o Judiciário brasileiro vai descer a ladeira da desonra. Se você não teme, por que o medo de ser investigado?”, questionou.
Gracinha também afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deve prestar esclarecimentos à sociedade.
“Eu quero um Brasil onde todos entendam que não existe ninguém acima da lei. Quando você se propõe a ser senador, ministro, deputado ou governador, você se propõe a cuidar das pessoas”, declarou.
Aborto
A candidata também se posicionou contra o aborto e defendeu que os casos já previstos pela legislação brasileira tenham regulamentação adequada.
“Eles criam a lei e não regulamentam. Esse é o grande problema que nós vivemos. Isso acontece não apenas na questão do aborto, mas também na reforma tributária e na renegociação das dívidas. Está tudo parado. É um tema extremamente delicado, que precisa ser regulamentado, como tantos outros fatos no Brasil”, afirmou.
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Fonte: Jornal Opção