Só existe um caminho para o Brasil do futuro: Lula 13

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Por Maurici de Morais — Brasil 247

Faltam poucos dias para o povo brasileiro ir às urnas para eleger o próximo presidente da República, e o segundo turno deixou claro que o país tem apenas uma opção para construir um caminho na direção de um futuro melhor: Lula, 13. A candidatura de extrema-direita de Flávio Bolsonaro é puro suco de retrocesso e destruição. E isso ficou muito claro no debate realizado pela TV Band.

A campanha de Lula no segundo turno vem crescendo e contagiando as pessoas. São milhões nas ruas, nas capitais e em muitas cidades do país, colorindo a paisagem e manifestando seu compromisso com um país justo, democrático e que quer superar suas desigualdades. A massa que ocupa as ruas em defesa de mais um mandato para Lula não é formada exclusivamente por petistas ou pessoas de esquerda, mas contém muitas pessoas que querem, pelo menos, um país com o mínimo de respeito, humanidade e civilidade na política. E só Lula reúne essas qualidades.

No debate da TV Band, Flávio Bolsonaro não respondeu a uma pergunta sequer feita pelo presidente Lula. Tentou a todo custo fazer chacota e produzir frases de efeito para cortes nas redes sociais, além de mentir inúmeras vezes. Deixou claro seu despreparo, sua arrogância e o descaso com que trata o cargo público de maior importância no país, pois parecia um menino bobo de quinta série fazendo deboche de algo importantíssimo, que é governar o Brasil.

Talvez esse comportamento seja resultado de um fato simples e objetivo: de fato, Flávio Bolsonaro não tinha respostas que o favorecessem nas perguntas feitas por Lula. Aliás, não responder foi uma estratégia usada por Flávio também na entrevista ao Jornal Nacional, quando a própria apresentadora, Renata Lo Prete, afirmou que ficou sem respostas.

Diante da troca de afagos em mensagens de áudio de WhatsApp com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o que Flávio Bolsonaro iria dizer? A verdade é que, de fato, recebeu R$ 134 milhões de Vorcaro, em transações com fortes indícios de lavagem de dinheiro, já que essa quantidade de dinheiro daria para filmar alguns filmes, e não apenas o “Dark Horse”. Flávio tentou usar a fake news encomendada à revista Veja para insinuar que são todos iguais.

Devemos lembrar que Vorcaro foi preso em operação da Polícia Federal do Governo Lula, e que foi no governo Bolsonaro que obteve autorização para virar banqueiro, negada mais de uma vez em ocasiões anteriores. Ainda assim, Lula fez o desafio definitivo: disse que abriria seu sigilo bancário, fiscal e telefônico junto com os da família Bolsonaro, porque quem não deve não teme. Flávio fingiu que não ouviu a proposta e não quis assumir esse compromisso de transparência com a sociedade brasileira.

Flávio também mentiu ao tentar negar suas relações com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, pivô do escândalo de desvios de dinheiro de aposentados, em esquema estruturado no governo Jair Bolsonaro, e que foi investigado e desmontado no Governo Lula. O fato é que Flávio dividia endereço em Brasília da sua empresa de capacetes Bravo Gafeno com empresas do Careca do INSS. Nesse tema, inclusive, a Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para investigar Flávio Bolsonaro por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Willer Tomaz, seu amigo advogado que também é ligado às fraudes do INSS.

Teve mentira de Flávio Bolsonaro também sobre segurança. Ele tentou jogar no colo de Lula a responsabilidade pelo aumento no roubo de celulares, mas uniu duas mentiras de uma só vez. A primeira é que não é atribuição do Governo Federal cuidar da Segurança Pública, e é justamente essa mudança que o presidente Lula propôs na PEC da Segurança Pública que sofre resistências de Flávio Bolsonaro e aliados no Congresso Nacional e ainda não foi votada. A proposta de Lula é que o Governo Federal passe a cuidar da segurança, junto com Estados e municípios.

Depois, veio a mentira dos celulares, pois os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2025, divulgados neste ano, mostram que o roubo de celulares caiu 18,6%. Só não caiu no Estado do Rio de Janeiro, governado por Cláudio Castro (PL) até março deste ano, aliado de Flávio, que além de ter sido preso por suspeita de corrupção, não conteve o roubo de celulares que subiu 19,4%.

Na saúde, então, nem se fala. O filho do Bolsonaro falou que o governo do pai “não teve o melhor resultado” na saúde, quando a verdade é muito mais grave. Negligenciou a ciência, jogou contra as medidas de controle da pandemia, boicotou as vacinas demorando para adquirir as primeiras doses, defendeu a cloroquina como tratamento quando o mundo todo já sabia que era ineficaz e debochou de quem contraiu a doença e ficou sem conseguir respirar. Um escárnio, um crime de lesa humanidade, uma gestão conduzida contra o povo brasileiro que permitiu que mais de 700 mil pessoas morressem de Covid.

O fato é que a agressividade de Flávio Bolsonaro, a coleção de mentiras e o despreparo mostrados no debate contrastam com a experiência, compromisso e seriedade de Lula para tratar os assuntos importantes que o Brasil precisa cuidar. Contrastam também com as gigantescas manifestações de rua por todo o país e a mobilização nas redes sociais em favor da reeleição de Lula. O povo foi pras ruas dizer que o único caminho para construir o futuro do Brasil é Lula.

Temos mais alguns dias para reforçar e ampliar essa linda mobilização. Cabe a nós agora usar todos os momentos até o dia da votação para mostrar que, com Lula, teremos um país paramudar para melhor, enquanto que com Flávio e os Bolsonaro o caminho é de destruição, entrega dos nossos patrimônios e descaso com o povo.

Fonte: Brasil 247

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