Serial killer? 5 corpos são encontrados envoltos em plástico pelas ruas da cidade de SP

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Por Laís Gouveia — Brasil 247

247 – Cinco pessoas foram encontradas mortas em sacos plásticos, cobertores ou sacolas em diferentes regiões da cidade de São Paulo em um intervalo inferior a um mês. A sequência de crimes provocou especulações nas redes sociais sobre a possível atuação de um serial killer, hipótese que, até o momento, não encontra respaldo nas investigações da Polícia Civil.

Segundo informações publicadas pela CNN Brasil e pelo Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirma que os homicídios são investigados separadamente e que não foram identificados elementos que permitam estabelecer uma conexão entre as ocorrências. Os casos apresentam locais, circunstâncias e características diferentes, de acordo com as autoridades.

As mortes ocorreram entre 5 de setembro e 2 de outubro. Em parte dos episódios, os corpos foram encontrados dentro de sacos plásticos ou envolvidos em tecidos, sem que essa característica, segundo a investigação, seja suficiente para apontar a ação de uma mesma pessoa.

A repercussão dos casos aumentou nas redes sociais depois que perfis dedicados a crimes reais passaram a reunir informações sobre as mortes e a destacar semelhanças entre as ocorrências. Usuários também começaram a questionar uma suposta “falta de atenção” da imprensa para a sequência de assassinatos.

A Polícia Civil, porém, adota cautela diante dessas associações. Segundo a SSP, equipes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) já trabalham com suspeitos e possíveis motivações nos episódios em que foi possível identificar as vítimas.

Entre as linhas de investigação estão vingança, justiçamento e circunstâncias específicas relacionadas a cada homicídio. Todos os episódios tiveram inquéritos policiais instaurados.

Primeiro corpo foi encontrado no Jabaquara

O primeiro caso da sequência ocorreu na manhã de 5 de setembro, na zona sul de São Paulo. Garis que trabalhavam na Rua Contos Gauchescos, no Jabaquara, localizaram um cadáver dentro de um saco plástico preto por volta das 6h50.

O corpo estava amarrado e havia sido deixado em um canto da via pública. A identidade da vítima não foi informada. A investigação ficou sob responsabilidade do 16º Distrito Policial, na Vila Clementino.

Dois corpos foram localizados no mesmo dia na zona leste

Cinco dias depois, em 10 de setembro, dois cadáveres foram encontrados em um intervalo inferior a 24 horas na zona leste de São Paulo. Os pontos onde estavam os corpos ficavam a menos de três quilômetros de distância um do outro.

Um deles foi localizado em um terreno baldio na Rua Zenichi Sato, no bairro Colônia. A vítima estava amarrada e enrolada em um cobertor. A cabeça estava coberta por sacos plásticos, circunstância que dificultou inicialmente a identificação do sexo e das características físicas.

As condições climáticas também prejudicaram o trabalho dos policiais e impediram uma avaliação imediata sobre possíveis ferimentos no corpo.

Ainda naquele dia, outro cadáver foi encontrado na Rua Osmano Ungaretti, na Vila Chuca. A vítima era uma mulher, localizada enrolada em um cobertor e dentro de um saco plástico. O corpo apresentava ferimentos compatíveis com disparos de arma de fogo.

Os dois episódios foram encaminhados ao 53º Distrito Policial, no Parque do Carmo.

Corpo esquartejado foi identificado na zona norte

O quarto caso ocorreu em 19 de setembro e apresentou características diferentes dos anteriores. Partes de um corpo foram encontradas dentro de sacolas plásticas em uma área de difícil acesso no Jaçanã, na zona norte.

Moradores localizaram os restos mortais e acionaram a polícia. Os agentes constataram que se tratava de um homem.

Uma mulher procurou as autoridades e informou acreditar que a vítima fosse seu sobrinho, Murilo Sanches dos Santos, que estava desaparecido. A identificação foi posteriormente confirmada pela polícia.

Durante as buscas, policiais encontraram roupas e uma faca. Equipes também precisaram utilizar técnicas de rapel para acessar determinadas áreas e procurar outras partes do corpo.

A investigação ficou a cargo do 73º Distrito Policial, responsável por apurar as circunstâncias e a autoria do homicídio.

Quinta vítima foi encontrada perto do CT do Corinthians

O caso mais recente ocorreu em 2 de outubro, no Parque Ecológico do Tietê, próximo ao CT Joaquim Grava, utilizado pelo Corinthians, na zona leste da capital.

Policiais militares encontraram o corpo de um homem dentro de um saco plástico, abandonado na ciclovia da Via Parque. Os braços e as pernas estavam presos com fita adesiva.

A vítima, que até então não havia sido identificada, vestia camiseta vermelha e calça de moletom cinza.

Um estojo de munição foi localizado próximo ao cadáver. Embora inicialmente não tivesse sido possível determinar a natureza dos ferimentos, um delegado que acompanhou a ocorrência apontou sinais de morte violenta.

O caso foi registrado como homicídio no 24º Distrito Policial e permanece sob investigação.

Polícia afasta, por enquanto, hipótese de ligação

O secretário-adjunto de Segurança Pública de São Paulo, delegado Nico Gonçalves, afirmou ao Metrópoles que ainda é prematuro estabelecer as circunstâncias dos crimes ou falar na existência de um serial killer.

A SSP também ressalta que os episódios apresentam dinâmicas, locais e métodos distintos. Na avaliação dos investigadores, a utilização de sacos plásticos, sacolas ou tecidos para envolver vítimas pode estar relacionada à tentativa de transportar ou esconder os cadáveres, sem necessariamente indicar um padrão comum de autoria.

Por enquanto, portanto, a teoria que ganhou espaço nas redes sociais não foi confirmada pelas autoridades. A Polícia Civil mantém investigações independentes sobre cada homicídio enquanto busca identificar vítimas, suspeitos e as motivações relacionadas aos cinco casos.

Fonte: Brasil 247

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