Senado aprova requerimento para acelerar votação em dois turnos da PEC do fim da escala 6×1

0

Por Luis Indriunas — Brasil de Fato

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

O Senado Federal aprovou requerimento para realizar, em sessões seguidas, a votação em dois turnos da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1. Com o resultado, a PEC pode ser aprovada ainda nesta quarta-feira (14). A líder do governo, Teresa Leitão (PT-CE), conseguiu 56 assinaturas para acelerar a votação.

A PEC 221, de 2019, prevê descanso remunerado de dois dias por semana, sem redução salarial, e reduz a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com uma regra de transição total de 14 meses, após a promulgação.

O texto está em discussão desde a semana passada. Para ser aprovada, a PEC do fim da escala 6×1 precisa do voto favorável de 49 dos 81 senadores, em duas votações.

O texto que será analisado é o mesmo que foi aprovado pela Câmara dos Deputados em maio, também em dois turnos, por ampla maioria. Foram apresentadas 36 emendas à PEC, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, mas todas foram rejeitadas para evitar que o texto tivesse de voltar à Câmara para uma nova votação.

Sendo mantida e aprovada em dois turnos pelos senadores, a proposta segue automaticamente para promulgação pelo Congresso Nacional.

Nesta terça, o candidato à Presidência da República pelo PL, senador Flávio Bolsonaro, recuou e disse que vai votar a favor do fim da escala 6×1, depois de chamar a proposta de eleitoreira e oportunista.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defensor do fim da escala 6×1, ironizou o adversário. “Se todo o mal que eu causar a esse país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, eu vou continuar fazendo isso”, afirmou.

Todos os conteúdos de produção exclusiva e de autoria editorial do Brasil de Fato podem ser reproduzidos, desde que não sejam alterados e que se deem os devidos créditos.

Fonte: Brasil de Fato

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *