Segurança pública e STF: veja o que dizem candidatos ao Senado pelo ES

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Publicado em 25 de Setembro de 2026 às 09:52

Julia Camim

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Medidas de segurança pública e a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) foram os principais assuntos abordados por Evair de Melo (Republicanos), Leonardo Monjardim (Novo), Professor Fabian (PSol) e Rodney Miranda (PRTB), candidatos ao Senado pelo Espírito Santo nas Eleições 2026, durante entrevistas gravadas ao “Bom Dia ES”, da TV Gazeta. 


Os concorrentes não ficaram entre os cinco mais mencionados no último levantamento Quaest sobre intenção de voto, divulgado pela Rede Gazeta e, portanto, não participaram da rodada de entrevistas ao vivo. Cada candidato teve, então, três minutos para responder às perguntas dos jornalistas. 


Marcos do Val (Avante) e Callegari (DC) não quiseram conceder entrevista gravada ao jornal.

Confira, a seguir, o que disseram os postulantes:

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Diante da crise que toma conta do STF devido a vazamentos relacionados ao caso do Banco Master, Evair de Melo defendeu que o Senado se posicione “com mais dureza” para “cumprir o seu papel constitucional e colocar o Supremo Tribunal Federal no seu devido lugar”.


Para o concorrente, há uma “omissão histórica” da Casa Alta em investigar e intervir na Corte. Segundo ele, tal postura resultou em uma “liberdade extrema” dos ministros que, hoje, “envergonha a nação”.

“Precisamos de um Senado cirúrgico, corajoso e com a ficha limpa para poder enfrentar os ministros do Supremo Tribunal Federal. E, se for necessário, temos que radicalizar, afastando ministros do posto”, afirmou Evair.

Professor Fabian utilizou o tempo disponível para defender os direitos dos trabalhadores e criticar o enfraquecimento dos sindicatos. Para o candidato, tanto a reforma trabalhista de 2017 quanto a previdenciária, de 2019, deixaram os empregados sem proteção e precarizaram o ambiente de trabalho.

“Essa ideia da uberização, ou seja, você poder ser contratado por duas, três, quatro horas, só beneficiou o empresário e deixou a classe trabalhadora extremamente desguarnecida”, afirmou em entrevista. 

O psolista ainda defendeu o uso de câmeras corporais por 100% dos agentes policiais. Para ele, a medida seria capaz de resolver a violência policial que, segundo Fabian, no Estado “é perversa” e “dirigida às periferias”, ignorando o comando financeiro das organizações.

Para Rodney Miranda, uma das áreas mais defasadas no Brasil atualmente é a da segurança pública. O candidato afirmou que as leis “são frágeis e fracas” e “beneficiam os criminosos”.


“Eu gosto de falar que quem tem direito e obrigação neste país são os criminosos. Nós, população de bem, temos deveres e obrigações. Nós temos que inverter isso”, defendeu. O postulante ainda disse que pretende se eleger não só para lutar por penas maiores, mas também pelo cumprimento efetivo das penas já existentes. 

Rodney ainda defendeu uma reforma ampla do Judiciário para tornar o Poder “mais transparente e menos pessoal”. “Hoje, nós estamos vendo lamentáveis cenas no STF de ministros que deveriam estar ali zelando pela nossa Constituição, mas estão cuidando de interesses próprios. Isso aí tem que acabar.”

O concorrente Leonardo Monjardim, que defende a redução da maioridade penal para lidar com a criminalidade, disse que também faz parte da solução para a área da segurança pública uma reforma do Poder Judiciário, criticando a crise no STF.


Além disso, o candidato pontuou que é necessário “agir com mão de ferro contra o tráfico de droga”.

“Hoje, a sociedade está presa, e os bandidos ficam aí a céu aberto, andando com fuzis na mão, e a polícia não pode fazer nada. E não é por conta de uma polícia ineficiente, não, porque a nossa Polícia Militar é muito boa, Polícia Civil investigativa também. O problema é que falta uma legislação que dê suporte para que esses profissionais possam trabalhar e políticos que entendam que têm que fazer o enfrentamento ao crime”, disse.

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