Santos mira novidades na Vila Belmiro durante pausa
Por Esporte News Mundo — Carta Capital
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O Santos vai aproveitar as duas semanas sem partidas na Vila Belmiro para dar sequência ao projeto de modernização do estádio
O Santos vai aproveitar as duas semanas sem partidas na Vila Belmiro para dar sequência ao projeto de modernização do estádio. Depois de receber 16,6 mil torcedores no confronto contra o Flamengo, o clube pretende avançar nas obras do antigo setor Visa, com a proposta de aproximar as arquibancadas do gramado e ampliar os acessos pela Rua Dom Pedro. As informações sobre o projeto foram apuradas pela jornalista Ana Canhedo, do ge.
A equipe comandada por Cuca só volta a jogar em casa no dia 24 de outubro, quando enfrenta o Bahia em um confronto importante na disputa por uma vaga na próxima edição da Conmebol Libertadores. Até lá, o período sem jogos será utilizado para iniciar uma nova etapa das intervenções, que fazem parte do plano santista de melhorar a estrutura da Vila e aproximar ainda mais o público do campo.
Entre as mudanças previstas está o rebaixamento das cadeiras do antigo setor Visa até o nível do gramado. O espaço atrás da área reformada também será preparado para receber, futuramente, uma estrutura comercial com praça de alimentação, bares e banheiros. A ideia é que esses ambientes atendam tanto os torcedores dentro do estádio quanto as pessoas que circulam pela rua, ampliando as possibilidades de utilização do local.
As intervenções no antigo setor Visa fazem parte de um projeto mais amplo de melhorias na Vila Belmiro. A arquibancada principal também passa por mudanças para ficar mais próxima do campo, além de alterações nos acessos e na distribuição dos degraus. O objetivo é aumentar a proximidade entre os torcedores e os jogadores, criando um ambiente com maior pressão sobre os adversários e reforçando a característica de alçapão do estádio santista.
A conclusão dessa etapa da reforma da arquibancada principal está prevista para o fim do ano. Enquanto isso, o Santos trabalha para aproveitar os intervalos do calendário e avançar nas obras sem a necessidade de alterar a programação de jogos em casa. A pausa atual, portanto, representa uma oportunidade para acelerar parte das mudanças antes do retorno da equipe à Vila Belmiro.
O aumento da presença de torcedores já aparece como um dos resultados das mudanças realizadas no estádio. Na partida contra o Flamengo, a Vila Belmiro recebeu 16.600 pagantes, estabelecendo um recorde recente de público e superando a marca registrada na final do Campeonato Paulista de 2016, quando o Peixe conquistou um de seus últimos títulos.
O número também chama a atenção pelo histórico do estádio. Em 2008, durante um confronto pela Libertadores contra o América do México, o Peixe recebeu mais de 19 mil pessoas na Vila. A marca daquele jogo segue como uma referência de público, enquanto as alterações recentes ajudam a explicar o crescimento da capacidade de atendimento nas partidas atuais.
Parte desse avanço está relacionada à ampliação do setor destinado aos visitantes e às mudanças nas arquibancadas, que passaram a contar com o dobro de degraus em determinadas áreas. As intervenções permitiram reorganizar os espaços e melhorar a distribuição dos torcedores, contribuindo para que o estádio recebesse um público maior no duelo contra o Flamengo.
Atualmente, a Vila Belmiro tem capacidade estrutural para receber cerca de 20 mil pessoas, mas a liberação para funcionamento é de pouco mais de 17 mil torcedores. Com a conclusão das obras e a adequação dos espaços, o projeto do Alvinegro Praiano prevê ampliar a capacidade total para até 25 mil pessoas.
A reforma, portanto, vai além das mudanças visuais no estádio. O Santos busca aumentar o número de torcedores presentes, melhorar a circulação nas entradas e oferecer novas opções de serviços para quem acompanha as partidas. O recorde registrado contra o Flamengo reforça a importância dessas intervenções, enquanto a próxima etapa, concentrada no antigo setor Visa, deve representar mais um avanço no plano de modernização da Vila Belmiro.
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Fonte: Carta Capital