Saiba quais os mitos que caíram na eleição em Rio Verde
Por Redação — Jornal Opção

A eleição em Rio Verde, capital do agronegócio em Goiás, desfez uma série de mitos. Dizia-se que lá tanto o senador Wilder Morais quanto o ex-governador Marconi Perillo, respectivamente candidatos a governador pelo PL e pelo PSDB, seriam super bem votados;
Wilder Morais apostava que o agronegócio estaria totalmente integrado ao seu projeto. Não estava. Marconi Perillo, por ter uma vice de Rio Verde, avaliou, errado, que seria bem votado. Não foi.
Os números não mentem. Daniel Vilela obteve 55.409 votos — 50,99% — votos em Rio Verde.

Wilder Morais até que conseguiu uma votação razoável, 37.484 votos, ou seja, 34,50%. Mas bem abaixo do esperado.
A votação de Marconi Perillo foi vexatória — 5.691 votos (5,24%). Perdeu, na capital do Agro (da direita), até para o candidato do PT, Luis Cesar Bueno, que conquistou 9.728 votos (8,95%).
Diz-se que Jacqueline Zaiden (PSDB), a vice, atrapalhou Marconi Perillo. É puro mito. Ela nada acrescentou, mas não é a responsável pela derrota do tucano (que, dizem, vai se mudar, em definitivo, de Goiás). Seu desempenho eleitoral foi ruim em todas as regiões do Estado.
Talvez seja possível sugerir que, do ponto de vista político, Marconi Perillo se autodestruiu.
A força dos Vale em Rio Verde
Quem realmente provou força em Rio Verde? O prefeito Wellington Carrijo, do MDB, Paulo do Vale e Lucas do Vale, ambos do PSD.
Paulo do Vale e Lucas do Vale foram eleitos, respectivamente para deputado estadual e federal, tão-somente com os votos de Rio Verde. Não precisaram dos votos de outros municípios.

Paulo do Vale obteve 43.983 votos em Rio Verde. Em todo o Estado, conquistou 72.792 votos. Foi o quarto mais votado.
Lucas do Vale conquistou 54.967 votos em Rio Verde. Em todo o Estado obteve 126.679 votos. Foi o sexto mais votado, bem acima de políticos experimentados como José Nelto, Adriano do Baldy, Daniel Agrobom, Célio Silveira, Major Vitor Hugo, Rubens Otoni, Glaustin da Fokus e Silvye Alves.
Eleito deputado estadual, Lissauer Vieira recebeu uma votação bisonha em Rio Verde: 8.460 votos. Bem menos do que os 13.610 votos de Nayara Barcelos e pouco menos que os 8.662 votos de Wesley Suspencar (outro mito que caiu).

Marussa Boldrin, eleita deputada federal, não foi bem votada em Rio Verde — recebeu apenas 7.551 votos. Ficou atrás de Luciano Guimarães, que obteve 9.924 votos.
Os dois candidatos a senador apoiados por Wellington Carrijo, Paulo do Vale e Lucas do Vale — Gustavo Gayer (67.722 votos) e Gracinha Caiado (25.214 votos) — foram bem votados em Rio de Verde.
A turma do PL, Gustavo Gayer e Oséias Varão (28.476 votos), foi bem votada em Rio Verde. Menos Wilder Morais. Quer dizer, o problema não foi o PL, e sim seu candidato a governador. (E.F.B.)
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