Rússia denuncia campanha de desinformação orquestrada por Von der Leyen contra a Rosatom

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Por João Antonio Cunha — Brasil 247

247 – A Rússia acusou a Comissão Europeia de promover uma campanha de desinformação contra a estatal russa de energia nuclear Rosatom e o projeto de construção da usina nuclear Paks-2, na Hungria. A denúncia foi divulgada nesta segunda-feira (12) pelo Serviço de Inteligência Estrangeira (SVR) da Rússia. As informações são da RT Brasil.

Segundo o órgão, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, seria a principal responsável pela iniciativa, que teria como objetivo levar o governo húngaro a desistir da cooperação com Moscou no setor de energia nuclear para fins pacíficos.

“Sua presidente, Ursula von der Leyen, designou explicitamente à sua equipe a tarefa de forçar o governo de Peter Magyar a renunciar à cooperação com a Rússia na área de energia atômica para fins pacíficos”, afirmaram as autoridades russas no comunicado.

O projeto Paks-2, que conta com a participação da Rosatom, tornou-se um dos focos das divergências entre Moscou e as instituições europeias. Na avaliação do SVR, a campanha contra a empresa russa estaria relacionada à tentativa de afastá-la do mercado húngaro.

Rússia acusa Politico Europe de participar da campanha

O serviço de inteligência também apontou o jornal Politico Europe como principal veículo de divulgação das informações contra a Rosatom. Segundo o comunicado, a publicação seria “controlada por Bruxelas”, enquanto o jornalista Ben Makuch teria o “papel de principal provocador”.

O SVR afirmou que Makuch, anteriormente dedicado à publicação de informações políticas sobre a Rússia, teria passado a atuar como especialista em energia. As declarações fazem parte das acusações apresentadas pelo órgão russo, sem que o comunicado citado apresente comprovação independente das alegações.

SVR questiona competitividade da indústria europeia

Na avaliação do serviço de inteligência, a pressão contra a Rosatom estaria relacionada à dificuldade dos produtores europeus de competir com a companhia russa no mercado nuclear.

“Os burocratas europeus reconheceram abertamente a incapacidade dos produtores europeus de competirem em igualdade de condições com a Rosatom no mercado de energia nuclear. Isso significa que qualquer outra opção para a construção de Paks-2 na Hungria será menos eficiente e mais perigosa”, declarou o SVR.

O órgão também atribuiu interesses pessoais a Ursula von der Leyen na tentativa de substituir a empresa russa por uma companhia ocidental na Hungria.

“Ursula espera que seu papel ativo na expulsão da Rosatom da Hungria e sua substituição por uma empresa ocidental seja ‘devidamente valorizado’”, afirmou o serviço russo.

O comunicado ainda mencionou a experiência de Von der Leyen em relações com grandes corporações e citou o contrato com a Pfizer para o fornecimento de vacinas contra a Covid-19 como exemplo de negociações que classificou como questionáveis.

Rússia critica política energética da União Europeia

Ao concluir a manifestação, o SVR criticou a condução política da União Europeia e afirmou que os interesses da população húngara estariam sendo desconsiderados nas discussões sobre o projeto nuclear.

“A seita globalista que governa a União Europeia, obviamente, não leva em consideração a opinião e os interesses dos húngaros”, declarou o órgão.

O serviço de inteligência apresentou duas alternativas para o governo da Hungria: ceder ao que classificou como “ruído de informação” promovido por Bruxelas e abandonar uma fonte de geração de eletricidade considerada confiável pela Rússia, ou “mostrar princípios” e “defender os interesses” dos cidadãos húngaros.

Fonte: Brasil 247

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