Por Heraldo Campos — Brasil 247

Esse início da música “Charles Anjo 45” de Jorge Ben, do ano de 1969, “Ôba, ôba, ôba Charles / Como é que é / My friend Charles / Como vão as coisas Charles? / Charles, Anjo 45 / Protetor dos fracos / E dos oprimidos / Robin Hood dos morros (…)”, sem dúvida é uma letra emblemática e um sinal para a resistência da época da ditadura (período de 1964 a 1985) e que nos estimula para virarmos milhares de Robin Hood dos morros, das praias, das cidades, das aldeias, entre outros lugares, onde tem gente que vota, para incentivarmos os eleitores, nessa reta final das eleições de 2026, para votarem em candidatos do campo democrático e progressista.

Para que não entremos numa barca furada, numa versão, de novo, de um “Bye Bye Brasil” [1], estamos correndo o risco de eleger o Dark Horse Son, cria do Dark Horse Dad, ou seu ventríloco, que tem como princípios básicos a mentira e a maldade nas suas ações, muito bem treinadas, na política nacional de ocupação do estado.

Isto posto, lembra-se que na mochila do pretendente da extrema-direita ao maior cargo do executivo do país pode ter, nas suas metas de governo golpista, a seguinte pauta: a privatização das praias; a entrega do Aquífero Guaraní para a privatização das águas; a destruição de todos biomas nacionais para favorecerem o agro-negócio; o fim do aumento real do salário mínimo, das aposentadorias e das pensões para agradar o mercado financeiro; a entrega das terras raras e do petróleo ao governo americano; o genocídio programado dos povos indígenas; o aniquilamento da ciência e das cotas para o ingresso nas universidades, suspensão da vacinação contra a covid  além, é claro, da anistia para o papai golpista e dos amigos do Dark Horse Dad em 08/01/2023, por exemplo. É pouco ou se precisa mais?

Lembremos que essa lista de aberrações não é fantasiosa (vem de família) e basta ver a trajetória política do senador “cidadão” e seus aliados entreguistas da sua base no Congresso Nacional, para vislumbrarmos o triste cenário que pode vir pela frente.

Para encerrar esse desabafo, deixo aqui um trecho da composição do compositor e cantor português Jorge Palma: “Enquanto houver estrada pra andar / Enquanto houver ventos e mar / A gente não vai parar.” 

Fontes

[1] “Bye Bye Brasil” filme de 1979, dirigido pora Cacá Diegues, com letra e música de Chico Buarque e Roberto Menescal do mesmo título do filme.

[2] “A gente não vai parar” de 1991. Jorge Palma.

Fonte: Brasil 247

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