Respostas da Sigma sobre aumento de internações respiratórias em Araçuaí e Itinga

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Por Diego JunqueiraRepórter Brasil

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Repórter Brasil –  Dados do DataSUS analisados pela reportagem mostram aumento de 700% nas internações por doenças respiratórias em crianças de até 14 anos em Araçuaí e Itinga desde 2022, ano em que a Sigma iniciou a fase de construção e comissionamento de sua planta na região. Uma ação impetrada pelo MPMG também apura a possível relação entre as operações da mineradora e a qualidade do ar, bem como os casos de doenças respiratórias na região. A empresa gostaria de fazer alguma manifestação a respeito? 

Sigma Lithium – A Sigma é vítima de uma campanha difamatória, baseada em alegações enganosas, falsas e imprecisas. Os dados apresentados em sua questão não conferem e partem de premissas erradas.

As premissas erradas são seguintes:

1)    Reúne no mesmo dado doenças infecciosas agudas com doenças crônicas e obstrutivas. As doenças infecciosas agudas são causadas por vírus e bactérias e não tem relação com a atividade industrial-minerária. As doenças obstrutivas podem ter causa ambiental relacionada à atividade.

2)    As atividades industrial-minerária ocorrem em Itinga, e não em Araçuaí, cujo centro fica a 45 quilômetros das operações e, por isso, não é afetada pelas operações. Os dados relevantes são, portanto, os de Itinga. Se houvesse dano à saúde da população, ele deveria ser detectado primeiro e com mais intensidade em Itinga, e foi o contrário do que aconteceu.

Os dados do DataSUS provam exatamente o contrário do que afirma sua questão. Os números corretos são:

1)    Em Itinga, houve entre 2022 e 2025 uma redução de 8,8% das internações e de 43,8% na população com idade de zero a quatro anos. Registre-se também que houve uma de redução 47,4% no número de internações da população de Itinga em idade laboral, justamente o contingente mais exposto à atividade industrial-minerária. Portanto, relacionar as operações a um falso aumento de problemas respiratórios da população carece de amparo factual ou científico e constitui difamação.

2)    Mesmo considerados os dados somados dos dois municípios, sua tese não se sustenta. Em Araçuaí e Itinga, no período de 2022 a 2025, o número de internações por doenças crônicas obstrutivas – que poderiam ter relação com a atividade industrial-minerária – caiu de 94 para 86 casos, uma redução de 8%. Nesse mesmo período, o número de internações por doenças infecciosas agudas passou de 333 para 500, uma alta de 167%. Esses casos têm relação com surtos virais e bacterianos, sobretudo casos de influenza e pneumonia, que não têm qualquer relação com a atividade industrial e minerária. Mais uma vez: relacionar as operações a um falso aumento de problemas respiratórios da população carece de amparo factual ou científico e constitui difamação.

3)    O número de internações por problemas respiratórios em Itinga, município onde estão a mina e planta industrial da Sigma, caíram expressivamente. As internações por motivos crônicos ou obstrutivos, que poderiam estar relacionados à atividade industrial-minerária, caíram 35,3% em Itinga e 2% em Araçuaí. Repete-se: relacionar as operações a um falso aumento de casos respiratórios da população carece de amparo factual ou científico e constitui difamação.

Relatórios de automonitoramento da Sigma referentes a 2023 indicaram concentração de PM2,5 no entorno da operação mais de quatro vezes acima do nível recomendado pela Organização Mundial da Saúde e acima dos limites legais do CONAMA até aquele ano. A OMS define o limite máximo de 5 µg/m³ e o CONAMA definia 20 µg/m³, mas, em Piauí Poço Dantas, essa concentração chegou a 26,68 µg/m³. A Sigma confirma esses registros? Quais foram os valores médios anuais registrados pelo automonitoramento da empresa nos anos seguintes (2024 e 2025)?

Em 2023, um incêndio florestal sem qualquer relação com a operação da Sigma atingiu o Vale do Jequitinhonha e lançou partículas de fuligem no ar, que foram captadas pelas medições realizadas pela empresa. Tratou-se de um evento externo, não provocado e a variação negativa que ele provocou nas medições atesta apenas a boa da Sigma em fornecer as melhores e mais precisas informações possíveis.

Tentar converter esse evento em padrão não é apenas um erro técnico, também denota má-fé e atitude difamatória, porque ele resultou de um acidente externo, como bem sabem as autoridades. 

As autoridades, e a própria reportagem, dispõem das informações mais recentes e corretas. As medições da Sigma, auditadas por empresa externa, revelam que, de maio de 2025 a maio de 2026, a operação apresentou resultados 560% melhores do que os padrões recomendados pela ABNT. Quanto ao que se refere exatamente às partículas finas (PM2,5), as operações obtiveram resultados 350% melhores do que os limites da ABNT.

As duas tabelas abaixo comprovam essas afirmações. A primeira mostra os dados de período de doze meses até maio de 2026 medidos em quatro pontos diferentes da comunidade (C1, C2, C3 e C4). A primeira se refere partículas de até 10 micrometros e a segunda a partículas de até 2,5 micrometros, referidas na pergunta.

(https://sigmalithiumcorp.com/sigma-lithium-demonstrates-excellence-in-environmental-performance-filing-data-collected-by-external-experts-measuring-low-noise-low-dust-low-vibrations/)

A pilha de rejeitos da Sigma fica a menos de um quilômetro de residências na comunidade de Poço Dantas, e moradores relatam detonações e barulhos noturnos intensos, além de o tráfego contínuo de caminhões gerar poeira que atinge as casas diariamente. Quais medidas de controle de poeira e de distanciamento de áreas habitadas a empresa adota atualmente na região de Poço Dantas? A Sigma considera necessário ampliar essas medidas diante dos relatos de adoecimento dos moradores?

A Sigma opera respeita rigorosamente a legislação e atende com minúcia todas as exigências da concessão sobre poeira, ruído e vibrações, conforme foi comprovado no estudo já referido:

(https://sigmalithiumcorp.com/sigma-lithium-demonstrates-excellence-in-environmental-performance-filing-data-collected-by-external-experts-measuring-low-noise-low-dust-low-vibrations/).

Na verdade, a Sigma faz muito mais: está permanentemente investindo no Vale do Jequitinhonha, sobretudo, mas não somente, nas questões socioambientais. Nos últimos meses, a Sigma adquiriu novos equipamentos e instalou abafadores de ruído para aumentar o conforto sonoro das comunidades.

A Sigma segue comprometida com as populações de Itinga e Araçuaí, que, desde que ela começou a operar, foram beneficiadas com o aumento e melhora dos empregos, da renda, da arrecadação de impostos, doações para educação e com programas sociais custeados pela Sigma, como o microcrédito do Dona de Mim e o Barraginhas, de apoio à agricultura local.

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Fonte: Repórter Brasil

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