Quem tem cabelo ralo precisa lembrar do couro cabeludo ao usar proteção solar, porque as áreas expostas também podem sofrer queimadura

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Por Tamiles Santos Brito — Catraca Livre

Quem tem cabelo ralo costuma lembrar de proteger os fios, mas pode esquecer justamente a pele que fica mais exposta entre eles. O couro cabeludo também pode sofrer queimaduras causadas pela radiação ultravioleta, especialmente quando há pouco cabelo cobrindo a região. Por isso, dermatologistas recomendam combinar barreiras físicas, como chapéu de aba larga, com protetor solar nas áreas que permanecem descobertas.

Proteger o couro cabeludo do sol é importante para quem tem pouco cabelo. Veja quais cuidados ajudam a evitar queimaduras e excesso de exposição.

Por que o cabelo ralo deixa o couro cabeludo mais exposto ao sol?

Quando os fios são muito finos ou estão distribuídos de maneira menos densa, a radiação solar consegue atingir com mais facilidade a pele do couro cabeludo. Uma queimadura nessa região pode provocar vermelhidão, ardência e descamação, além de representar exposição desnecessária à radiação ultravioleta.

A Academia Americana de Dermatologia recomenda atenção especial a quem tem cabelo ralo e orienta proteger o couro cabeludo com chapéu de aba larga ou aplicar protetor solar nas áreas expostas. A entidade indica um produto de amplo espectro, resistente à água e com FPS 30 ou superior.

Chapéu ou protetor solar: qual protege melhor o couro cabeludo?

O chapéu de aba larga oferece uma barreira física e pode ser especialmente útil durante períodos prolongados ao ar livre. Para proteger melhor a cabeça, é preferível um modelo que cubra boa parte do couro cabeludo e tenha aba ampla. A Academia Americana de Dermatologia inclui o chapéu entre as principais medidas de proteção contra a radiação solar.

Já o protetor solar é importante nas áreas que permanecem descobertas, como a risca do cabelo e regiões em que os fios são muito espaçados. Ele não precisa ser escolhido pensando apenas no cabelo: o objetivo é proteger a pele. Para quem tem dificuldade de espalhar produtos cremosos entre os fios, a AAD cita versões em pó ou spray como alternativas que podem facilitar a aplicação no couro cabeludo.

Cabelo ralo deixa o couro cabeludo mais exposto ao sol. Entenda como combinar chapéu e protetor solar para proteger a pele corretamente.

Como aplicar o protetor solar no couro cabeludo sem irritar a pele?

O ideal é aplicar o produto diretamente nas áreas de pele que ficam expostas, distribuindo-o de maneira uniforme e seguindo a quantidade indicada no rótulo. Para o couro cabeludo, fórmulas desenvolvidas para essa região podem facilitar a aplicação sem deixar os fios excessivamente pesados. Quem tem pele sensível deve observar se surgem ardência, coceira ou vermelhidão após o uso.

A proteção deve ser aplicada antes da exposição ao sol. A Academia Americana de Dermatologia recomenda protetor de amplo espectro, resistente à água e com FPS 30 ou superior. A entidade também orienta reaplicar a cada duas horas e imediatamente depois de nadar ou suar intensamente.

Como proteger o couro cabeludo durante um dia inteiro ao ar livre?

Em uma exposição prolongada, combinar as duas estratégias pode ser mais prático do que escolher apenas uma. O chapéu cobre grande parte da cabeça, enquanto o protetor solar pode ser aplicado nas áreas que continuam descobertas, como a risca e as laterais do couro cabeludo. Procurar sombra também reduz a exposição direta ao sol.

Se a pessoa entrar na água ou transpirar bastante, é importante lembrar que nenhum protetor solar é totalmente à prova d’água. Os produtos classificados como resistentes à água têm duração limitada nessas condições e precisam ser reaplicados conforme as instruções do rótulo. A Skin Cancer Foundation destaca ainda que o couro cabeludo, especialmente na risca, está entre as áreas que costumam ser esquecidas na aplicação.

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Fonte: Catraca Livre

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