Quem decide o que o juiz vê? IA, precedentes e garantias constitucionais
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou em março uma ferramenta chamada Berna, desenvolvida pelo Tribunal de Justiça de Goiás, com o objetivo de analisar 30 milhões de processos judiciais. Essa iniciativa visa identificar demandas em massa e organizá-las em grupos, respondendo à crescente judicialização no Brasil, que registrou 40,9 milhões de novos casos em 2025. A implementação de inteligência artificial no Judiciário é vista como uma solução promissora para lidar com o volume excessivo de processos, mas levanta questões sobre a transparência dos critérios utilizados na classificação dos casos. Embora haja um consenso de que a decisão final deve ser humana, persiste a dúvida sobre quais decisões realmente precisam dessa intervenção, especialmente quando se trata de questões processuais.
Fonte: JOTA