Qualificação para mulheres, jovens e idosos: o que candidatos ao governo do ES prometem para gerar empregos
A Gazeta

Arte AG
Ao mesmo tempo em que está com a taxa de desemprego no menor patamar desde 2012, o setor produtivo do Espírito Santo tem encontrado dificuldade para preencher vagas de trabalho. Chamado de “apagão de mão de obra”, esse fenômeno tem sido considerado um dos desafios para o Estado, que vive um momento de expansão da força de trabalho.
Com investimentos previstos para movimentar a economia e gerar empregos no Estado nos próximos anos, o setor produtivo tem apontado que a falta de profissionais qualificados para ocupar as vagas abertas pode limitar o crescimento capixaba.
CONFIRA O PERFIL DE TODOS OS CANDIDATOS DO ES
Diante desse desafio, buscamos nos planos de governo o que os candidatos ao Palácio Anchieta estão propondo para a geração de emprego e renda no Estado. A lista inclui ações para a formação de jovens e a qualificação de mulheres e de profissionais com mais de 40 anos e até aqueles acima de 60 anos.
Para conferir cada uma das propostas de cada um dos candidatos, o eleitor também pode acessar o Compare e Vote, que permite checar os planos lado a lado, em 12 áreas estratégicas. Basta selecionar o cargo (governador ou presidente), os adversários e o tema.
Veja abaixo:


Abaixo, confira as proposições dos cinco nomes que disputam o governo do Estado, constantes nos planos de governo registrados na Justiça Eleitoral (em ordem alfabética):
Breno Barcelos (Missão)
O plano de governo do candidato prevê a criação de programas de conexão entre jovens formados em ensino técnico e o setor produtivo. Essa é a única proposta prevista no plano de governo para a área.
Helder Salomão (PT)
Entre as seis propostas do candidato do PT para o emprego está o desenvolvimento de programas estaduais de qualificação de mulheres e parceria para a contratação delas. O plano também envolve ações para jovens se inserirem no mercado de trabalho, especialmente no primeiro emprego. Há ainda projetos para aumentar a empregabilidade da população idosa.
Com o objetivo de estimular o empreendedorismo, o plano de governo do petista propõe c riar centros periféricos de produção digital para impulsionar o empreendedorismo coletivo juvenil e a geração de valor local, conforme as metas de competitividade e novos mercados da estratégia digital. O foco reside em estruturar o cooperativismo de plataforma para conter a precarização laboral no ambiente virtual.
Lorenzo Pazolini (Republicanos)
No programa de governo do ex-prefeito de Vitória, há uma proposta para o emprego, que é de criar autonomia e oportunidades para a força de trabalho feminina. O plano promete ampliar a política para mulheres, indo além do enfrentamento à violência e integrando qualificação profissional, emprego, empreendedorismo, acesso ao crédito e ações de saúde da mulher ao longo de todas as fases da vida, de forma a fortalecer a autonomia e a independência delas.
Rafael Demuner (UP)
Apresenta no seu plano de governo 11 propostas na área. Entre os planos do candidato está uma política de geração de emprego para a juventude, com formação profissional. Para os servidores públicos, propõe reduzir a jornada da categoria para 36 horas semanais. Também promete reajuste salarial acima da inflação. Outro plano é a criação do salário mínimo capixaba, no valor de R$ 3.242.
Ricardo Ferraço (MDB)
No plano de governo do candidato à reeleição há cinco propostas envolvendo a área. Entre as proposições, está a de implantar o mapa das profissões do futuro. O objetivo é identificar demandas regionais de mão de obra para orientar as políticas de formação profissional conectadas às necessidades reais das empresas, para reduzir o descompasso entre formação profissional e mercado de trabalho. Entre as propostas está também a criação de um programa para requalificar profissionais com mais de 40 anos.
Leia mais
Qualificação para mulheres, jovens e idosos: o que candidatos ao governo do ES prometem para gerar empregos
Fonte: A Gazeta