Quaest confirma: combate à corrupção só funciona como gritaria lavajatista
Por Moisés Mendes — Brasil 247
A pesquisa Quaest em que Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula, com 42% a 40%, tem informações que não se encontram, nem se continuarem se procurando até o segundo turno. A pesquisa informa que a maior preocupação dos brasileiros, depois da segurança (para 31% dos eleitores), continua sendo a corrupção (para 22%). Voltou com força a conversa do combate aos corruptos.
E na semana em que Flávio Bolsonaro é exposto como investigado no caso Dark Horse como mordedor de um banqueiro corrupto, em que surgem novas informações sobre as máfias corruptas da extrema direita envolvidas com Vorcaro, em que a Polícia Federal informa que Eduardo Bolsonaro era o gestor do dinheiro sujo do banqueiro nos Estados Unidos, em que Mário Frias aparece como grande operador do duto corrupto bolsonarista que levava dinheiro público ao esquema do ‘filme’ – pois nessa semana dos corruptos Flávio Bolsonaro cresce.
O povo quer segurança e também quer saúde, educação e emprego. Mas a classe média está preocupada com a corrupção e decide, na semana em que Flávio é exposto de novo – e com mais provas e como chefe de um esquema corrupto – aumentar sua adesão a Flávio.
Certamente porque as pautas da semana trataram de corrupção. Um outro tema pode ter mudado o cenário? Quais temas? É um paradoxo que pode existir somente nas nossas cabeças, mas não na cabeça do eleitor ‘independente’ ou indeciso.
O que pode ter acontecido é o que as próprias pesquisas dizem que não aconteceria. O Datafolha informou que o povo não quer saber da briga no Supremo e que 85% não irão alterar o voto por causa do conflito Mendonça X Moraes.
Mas o que a Quaest talvez esteja mostrando é que a implosão do STF por André Mendonça surtiu efeito. E essa é a situação hoje: o eleitor ‘independente’, preocupado com os corruptos, aumentou a adesão a Flávio Bolsonaro.
A conversa do combate à corrupção, associada a pautas moralistas, continua sendo mais uma gritaria lavajatista sem sentido para a maioria desse eleitorado. Os milhões de Vorcaro para lavagem de dinheiro no que seria a produção de Dark Horse não se transformam em problema para o fascismo.
Corruptos estão acomodados na janelinha da campanha do filho ungido e não se incomodam com quase nada. Quanto mais se falar de Dark Horse, de lavagem de dinheiro e de desvio de dinheiro público para o ‘filme’, é provável que mais Flávio se fortaleça.
Fonte: Brasil 247