Província canadense processa OpenAI por ataque armado em escola
Por AFP — Carta Capital
Menu
Ação é pela empresa não ter informado às autoridades sobre atividades violentas no ChatGPT da pessoa responsável por um massacre em uma escola
A província canadense de Colúmbia Britânica entrou com uma ação judicial nesta segunda-feira 21, na Califórnia, nos EUA, contra a OpenAI por a empresa não ter informado às autoridades sobre atividades violentas no ChatGPT da pessoa responsável por um massacre em uma escola da província.
A procuradora-geral da Colúmbia Britânica, Niki Sharma, declarou a jornalistas que o processo busca “responsabilização e mudanças” por parte da OpenAI, que já havia pedido desculpas por não ter alertado as autoridades sobre a conta associada a uma mulher transgênero de 18 anos que matou oito pessoas em sua casa e em uma escola na pequena cidade de Tumbler Ridge.
As famílias das vítimas do ataque a tiros apresentaram ações separadas contra a OpenAI na Califórnia. A empresa já pediu que as ações sejam rejeitadas, sob o argumento de que qualquer medida judicial relacionada ao caso deve tramitar na Colúmbia Britânica.
Questionada sobre por que a Colúmbia Britânica havia recorrido à Justiça americana, Sharma respondeu: “A decisão de não denunciar foi tomada na Califórnia (…) O que alegamos em nossa ação é que a OpenAI sabia que coisas graves estavam acontecendo naquela conversa e não denunciou”.
O diretor-executivo da OpenAI, Sam Altman, pediu desculpas em abril aos moradores de Tumbler Ridge e afirmou em uma carta pública que lamentava “profundamente não ter alertado as autoridades sobre a conta que foi suspensa em junho” de 2025.
A companhia por trás do ChatGPT declarou que não denunciou a conta de Jesse Van Rootselaar no momento da suspensão porque não encontrou indícios de um ataque iminente. Na ocasião, Altman disse que, segundo as diretrizes de segurança atualizadas em junho de 2025, a conta teria sido denunciada à polícia.
AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Desenvolvido por OKN Technology Agency
Fonte: Carta Capital