Protesto do Flamengo contra MP das Bets gera desconforto com patrocinadora Shopee
Por Esporte News Mundo — Carta Capital
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O protesto do Flamengo contra a MP das Bets gerou desconforto com a Shopee, que deixou de exibir sua marca na manga do uniforme em dois jogos. O episódio ocorre perto do fim do contrato, previsto para dezembro de 2026, e pode repercutir nas negociações de renovação.
O protesto do Flamengo contra a Medida Provisória (MP) das Bets provocou um desconforto comercial com a Shopee, patrocinadora responsável pela exposição de sua marca nas mangas do uniforme rubro-negro. A empresa deixou de aparecer na camisa do clube nas partidas contra Santos e Fluminense, disputadas nos dias 8 e 11 de outubro, respectivamente, em meio à manifestação contra as restrições ao mercado de apostas esportivas.
A ausência da marca chamou a atenção nos bastidores do clube, principalmente porque o episódio acontece às vésperas do fim do contrato entre as partes, previsto para dezembro de 2026. Apesar do incômodo, não havia registro de uma notificação oficial da empresa ao Flamengo por possível descumprimento contratual.
O Flamengo entrou em campo contra o Santos com a frase “Proibir não é proteger” estampada na região central da camisa, espaço normalmente destinado ao patrocinador master. A mensagem voltou a aparecer no clássico contra o Fluminense, no Maracanã, quando as duas equipes aderiram à manifestação.
O protesto foi motivado pela medida provisória que restringiu a operação de casas de apostas esportivas no Brasil. A iniciativa provocou preocupação entre clubes e empresas do setor, já que os patrocínios ligados às bets representam uma fonte importante de receita para o futebol brasileiro.
A ação também teve reflexos nas arquibancadas do Maracanã, onde torcedores rubro-negros exibiram faixas contra a medida. O movimento foi acompanhado por manifestações de clubes e entidades ligadas ao mercado de apostas.
O Flamengo defende que as restrições podem prejudicar as receitas do futebol nacional, especialmente em um momento em que os contratos comerciais têm participação relevante no orçamento das equipes.
A Shopee possui uma política interna que restringe a promoção de apostas em suas transmissões. Por isso, a exposição de uma mensagem relacionada à disputa sobre a regulamentação das bets teria provocado desconforto para a plataforma de comércio eletrônico.
A empresa paga cerca de R$ 13 milhões por ano para exibir sua marca nas mangas da camisa do Flamengo. Ao não aparecer no uniforme contra Santos e Fluminense, a patrocinadora evitou associar sua imagem à manifestação naquele contexto.
A decisão, entretanto, não significa necessariamente que o contrato tenha sido rompido. Até o momento da publicação, não havia confirmação de uma comunicação oficial da Shopee ao clube sobre eventual quebra do acordo.
A expectativa era de que a marca voltasse ao uniforme no confronto contra o Estudiantes, pela Libertadores, desde que o Flamengo não repetisse a mensagem de protesto no espaço principal da camisa.
O contrato entre Flamengo e Shopee tem término previsto para dezembro de 2026, e uma possível renovação está em discussão. A ausência da marca em dois jogos consecutivos acrescenta um elemento de atenção às conversas sobre a continuidade da parceria.
Outros parceiros também teriam demonstrado incômodo com a manifestação, embora não houvesse confirmação pública suficiente para determinar a extensão desse desconforto.
Por enquanto, não há indicação de que a Shopee tenha decidido encerrar a parceria. A questão central é saber como o episódio poderá influenciar a negociação de um novo contrato a partir de 2027.
A definição sobre a renovação deverá esclarecer se o episódio terá consequências duradouras ou se ficará restrito às divergências em torno das manifestações contra a MP das Bets.
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Fonte: Carta Capital