Propina a Flávio Bolsonaro era R$ 134 milhões. Ficou em R$ 69 milhões porque Vorcaro foi em cana
Por Hora do Povo — Hora do Povo

O candidato foi flagrado cobrando o total do suborno. Foi até a casa do banqueiro que já usava tornozeleira eletrônica pegar mais dinheiro. Prisão do dono do Master acabou com a negociata
Mesmo após a primeira prisão, quando Vorcaro ainda conseguiu sair com tornozeleira eletrônica, Flávio foi até São Paulo, na casa do dono do Master e pediu o resto do dinheiro. O próprio Valdemar Costa Neto, presidente do PL confirmou isso em entrevista.
Segundo a PF, mensagens, ligações e registros encontrados no celular de dono do Banco Master mostram Flávio como “interlocutor direto” do banqueiro nas tratativas sobre o financiamento. A PF identificou que os acordos remontam a dezembro de 2024.
Naquele mês, o publicitário Thiago Miranda Silva procurou Vorcaro para marcar uma reunião com Flávio e informou que um dos assuntos seria o “filme do presidente”. O deputado Mario Frias (PL-SP), apontado como idealizador do projeto, também participaria.
Nesta mesma época o deputado Felipe Barros, íntimo de Flávio e Eduardo Bolsonaro, apresentou projeto para elevar o limite de garantia do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil por pessoa para R$ 1 milhão. Este era o grande interesse de banqueiro para aumentar a arrecadação fraudulenta de seu banco. Esta foi a moeda de troca oferecida por Flávio para obter a propina milionária.
Em 8 de setembro, o senador enviou um áudio cobrando pagamentos e demonstrou preocupação com o risco de a produção ficar inadimplente com o ator Jim Caviezel e o diretor Cyrus Nowrasteh. Vorcaro pediu desculpas e disse que tentaria resolver a situação.
Oito dias depois, houve uma ligação entre os dois. A PF destacou que o contato ocorreu no mesmo dia da última remessa identificada da Entre Investimentos para o Havengate Development Fund, fundo sediado nos Estados Unidos usado no financiamento do filme laudatório de Jair Bolsonaro. O banqueiro não conseguiu transferir toda a propina porque foi preso.
Todo esse mar de lama só veio à público porque o Procurador Geral da República, Paulo Gonet, concordou com o pedido do ministro Flávio Dino para abertura do sigilo de investigações sobre os recursos transferidos pelo dono do Master para o filme Dark Hirse atrvés da arapuca aberta pelos bolsonaros no Texas, nos EUA. O fundo Havengate era administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro.
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Fonte: Hora do Povo