Promotoria francesa pede quatro anos de prisão para Rachida Dati e Carlos Ghosn por corrupção e tráfico de influência
Por Redação — Brasil de Fato
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A Procuradoria Nacional Financeira (PNF) da França pediu, nesta segunda-feira (28), quatro anos de prisão para a ex-ministra Rachida Dati, acusada de praticar corrupção e tráfico de influência. Na mesma demanda, a PNF pediu que ela seja condenada a cinco anos de inelegibilidade com efeito imediato. O órgão também pede que o ex-presidente da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, cumpra pena de quatro anos de prisão, em razão de um mandado de prisão internacional contra ele.
De acordo com a acusação, Dati teria recebido 900 mil euros de uma subsidiária da Renault-Nissan por um contrato de consultoria jurídica assinado em outubro de 2009. Os promotores afirmam que o contrato encobria a prática de lobby no Parlamento Europeu, onde, à ela, Dati era deputada. “Os comportamentos que os senhores têm a julgar causaram um dano manifesto à democracia”, afirmou a procuradora Carolina Genin à Justiça francesa.
Dati foi ministra da Justiça no governo de Nicolas Sarkozy, além de ministra da Cultura no governo Emmanuel Macron. Atualmente, ela é prefeita de um distrito de Paris. A PNG também pede que ela seja proibida de exercer a advocacia e cargos públicos por cinco anos. Nesse caso, a demanda atingiria a tentativa atual de Dati de voltar à magistratura. “É impensável que tal reintegração possa prosseguir sem manchar gravemente a imagem da Justiça”, apontou o procurador Julien Augereau.
A defesa vai pedir a absolvição, sustentando que Dati prestou serviços jurídicos reais à aliança Renault-Nissan em temas ligados ao Marrocos, à Argélia e ao Irã. “O que se pede contra a senhora é uma morte civil”, disse o advogado Antoine Beauquier.
Já Ghosn nasceu em Porto Velho (RO) e é julgado à revelia. Ele vive no Líbano desde 2019, quando fugiu do Japão, onde respondia a acusações de fraude financeira. O tribunal negou o pedido que ele fez em agosto para participar das audiências por videoconferência desde Beirute.
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Fonte: Brasil de Fato