Projeto “Transformando Vidas” usa o jiu-jítsu para abrir novos caminhos para crianças de Guarapari
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Publicado em 21 de Outubro de 2026 às 18:33
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“ A
gente não quer perder mais crianças para a criminalidade. ”
É com esse propósito que André Vieira Medeiros, que é técnico de
Controle, dá início ao projeto Transformando Vidas, uma iniciativa
que aposta no esporte para criar novas oportunidades para crianças e
adolescentes do bairro Lameirão, em Guarapari.
O
projeto teve início no último sábado, com um Dia D que reuniu
diversas ações voltadas aos moradores da comunidade. A partir de
agora, crianças e adolescentes da rede pública municipal, com
idades entre 8 e 16 anos, poderão participar de aulas gratuitas de
jiu-jítsu, realizadas às segundas e quartas-feiras, às 18h30, na
quadra de uma escola da região.
Nascido
e criado no Lameirão, André conhece de perto a realidade das
famílias e os desafios enfrentados pelas crianças do bairro. A
convivência com a comunidade, o diálogo com os pais e a percepção
da necessidade de ampliar as oportunidades para os jovens foram
alguns dos fatores que motivaram a criação da iniciativa, que
conta, neste início, com o apoio da Samarco, por meio de uma
iniciativa da empresa voltada ao incentivo de projetos desenvolvidos
por seus funcionários.
A
proposta vai além do aprendizado de uma modalidade esportiva. O
projeto busca oferecer às crianças uma atividade no contraturno
escolar, criando uma rotina de convivência, disciplina e
aprendizado, além de contribuir para mantê-las longe de situações
de vulnerabilidade social e dos riscos associados à criminalidade.
“ Eu
sou nascido e criado aqui e conheço praticamente todos os pais.
Estou sempre envolvido com a comunidade, seja pela igreja, pela
escola ou pela associação. É muito gratificante ver a felicidade
dos pais e dos filhos com essa oportunidade”, conta André.
Os
kimonos utilizados nas aulas foram obtidos por meio de doações, e a
iniciativa já conseguiu 23 peças. A meta inicial é chegar a 40,
número que permitirá atender a primeira turma prevista, de 30 a 40
crianças, com possibilidade de ampliar o alcance do projeto.
As
aulas serão conduzidas por dois professores voluntários, que vão
se revezar nos horários. Todo o trabalho é realizado de forma
voluntária, reforçando o caráter comunitário da iniciativa.
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