Projeto ‘Pirão no Prato’ une Embrapa, FAS e BNDES para fortalecer agricultura familiar e merenda escolar no Amazonas

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Por Leonardo SobreiraBrasil 247

247 – Manaus sediou na sexta-feira (18) a assinatura de um acordo de cooperação entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS). O encontro também marcou a realização da oficina para a construção do plano de trabalho do projeto intitulado “Pirão no Prato”, uma iniciativa voltada para o desenvolvimento sustentável e a segurança alimentar na região.

Executado pela FAS, o projeto conta com o apoio financeiro do Fundo Amazônia, administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O objetivo central do “Pirão no Prato” é promover o fortalecimento integrado da produção sustentável de alimentos oriundos da agricultura familiar. A iniciativa dá destaque especial à produção dos Povos Indígenas e demais Povos e Comunidades Tradicionais, visando direcionar a aquisição e o consumo desses itens para a alimentação escolar nas redes públicas de ensino do Amazonas.

A abrangência da ação terá um impacto direto na base da educação estadual: o público-alvo inicial engloba 250 escolas distribuídas estrategicamente em 10 municípios do estado.

Para viabilizar e potencializar os resultados, a Embrapa atuará no projeto oferecendo suporte técnico, com ações focadas em transferência de tecnologias e inovação social. A contribuição da estatal será estruturada em quatro frentes principais:

  • Alimentos adaptados e nutritivos: Disponibilização de alimentos biofortificados e outras cultivares apropriadas à realidade das comunidades locais, incluindo o cultivo de feijão, mandioca, banana, batata-doce, abóbora, cará, milho, além de árvores frutíferas e essências florestais.
  • Resiliência ambiental: Implementação de sistemas agroflorestais (SAFs) biodiversos, planejados para serem resilientes aos impactos das mudanças climáticas.
  • Capacitação técnica: Treinamento e qualificação das comunidades em técnicas de secagem, armazenamento e tecnologias voltadas para o processamento e a conservação adequada dos alimentos.
  • Monitoramento de resultados: Realização de estudos socioeconômicos para acompanhar de perto o impacto das ações na segurança alimentar e nutricional dos estudantes, além de avaliar a viabilidade econômica dos Sistemas Agroflorestais (SAFs) e a resiliência climática das áreas envolvidas.

Fonte: Brasil 247

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