Professor universitário argentino sofre ameaças e tem casa invadida por seu apoio à Palestina

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Por Hora do Povo — Hora do Povo

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Na quarta-feira, 30, a casa do ativista argentino, Mariano Soria, líder da Esquerda Socialista e professor de história pela Universidade Nacional de Rosário, teve a casa invadida.

A alegação dos agentes é uma lei “antidiscriminação” que iguala o antissionismo, crítico ao apartheid israelense que executa um genocídio contra o povo palestino, com antissemitismo.

Nem Soria e sua parceira, que também é membro da organização, foram avisados da existência de um processo movido contra eles meses antes, assim como não havia mandatos de prisão, ele só foram saber da investigação federal durante a operação, quando foram informados sobre uma suposta violação da lei antidiscriminação e sofreram a acusação de antissemitismo.

“Nunca fui notificado de nenhuma acusação ”, disse Soria ao Rosario/12 horas. “Levaram o livro de Ilan Pappé, livros sobre a situação na Palestina na década de 1930 e sobre a Revolução Palestina de 1936-1939”, disse. O professor também incluiu na lista de livros apreendidos o livro ‘A Questão Judaica’, do marxista judeu Abraham León, morto por nazistas.

Além dos livros sobre a Palestina, os agentes da polícia federal da Argentina apreenderam seu computador e seu celular. Os agentes também fizeram busca em outra casa da parceira de Soria, apreendendo publicações políticas, deixando evidente a motivação da polícia de Javier Milei.

Em nota publicada no site da Esquerda Socialista Argentina, o partido fez um repúdio à ação política da polícia de Milei, subserviente aos interesses americanos.

“A Polícia Federal fez buscas nas residências de Mariano Soria, líder da Esquerda Socialista na Frente de Esquerda de Rosário, e de outro membro de nossa organização. Fizeram isso com o objetivo de “reunir provas” (panfletos, revistas, computadores, celulares) para acusá-los de conduta “antissemita”, quando é de conhecimento público que nosso partido historicamente apoia a causa palestina e condena o genocídio em Gaza, posição demonstrada atualmente por nossa participação, por exemplo, na Flotilha Global Sumud, que buscou entregar ajuda humanitária a Gaza em 2026 e 2025. Portanto, condenar o sionismo não é antissemitismo.”, comunicaram.

Soria denunciou o caráter político do ocorrido. “É um ataque à liberdade de expressão”, disse e relacionou a operação com seu envolvimento com o movimento de solidariedade com a Palestina. “Acusar-me de discriminação e antissemitismo é, na verdade, uma tentativa de silenciar nossa ação política ”, concluiu.

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Fonte: Hora do Povo

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