Previsão do BC para o PIB gera irritação no Ministério da Fazenda

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Por Antonio Temóteo — Reportagem – PlatôBR

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O Banco Central divulgou nesta quinta-feira, 24, a projeção de que a economia brasileira registrará um crescimento 1,4% em 2027. A estimativa é 0,9 ponto percentual menor que a do Ministério da Fazenda, que estima uma alta de 2,3% do PIB (Produto Interno Bruto) no próximo ano. Técnicos da pasta comandada pelo ministro Dario Durigan ficaram irritados com o que classificaram como “pessimismo exagerado” da autoridade monetária.

Na avaliação de auxiliares de Durigan, o BC tem sistematicamente errado as estimativas para a geração de riquezas no país por se basearem na pesquisa Focus, que projeta uma expansão da atividade econômica de 1,43% no próximo ano. No boletim Macro Fiscal, o Ministério da Fazenda havia afirmado que a projeção para a alta do PIB se baseia no processo de redução de juros, na continuidade da expansão da indústria extrativa e das exportações. Segundo a pasta, a queda da Selic favorece a oferta de crédito, o que estimula a  indústria de transformação, o setor de construção e a contratação de serviços. 

“O consumo privado se beneficia da melhora das condições creditícias e da continuidade da expansão da massa real de rendimentos, ainda que a taxas menores, enquanto o investimento ganha dinamismo com o barateamento do capital. Soma-se a esses vetores o impulso da indústria extrativa, sustentado pela ampliação da capacidade de produção de petróleo e gás natural”, apontou a Fazenda. 

O BC, entretanto, espera tímida expansão do agronegócio (0,5%), diante dos riscos climáticos decorrentes do El Niño. Além disso, projeta expansão moderada da indústria   (1,3%) e do setor de serviços (1,5%). As exceções são a indústria extrativa e o segmento de informação e comunicação, que teriam um crescimento mais pronunciado em razão das perspectivas trazidas por novas tecnologias e pela produção de petróleo e gás.

Fonte: Reportagem – PlatôBR

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