Prefeito de Curitiba anuncia jantar em apoio a Flávio Bolsonaro em restaurante elitizado da capital

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Por Redação — Brasil de Fato

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Nesta terça-feira (13), prefeitos do Paraná participam de um jantar em apoio à campanha de Flávio Bolsonaro (PL). O evento, anunciado pelo prefeito de Curitiba (PR), Eduardo Pimentel (PSD), será realizado no Família Madalosso, famoso por ser o maior restaurante da América Latina. O governador eleito do estado, Sergio Moro (PL), e os senadores eleitos, Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo), também irão ao encontro.

Segundo o anúncio de Pimentel, em vídeo nas redes sociais, o objetivo do jantar é “fortalecer o diálogo” entre as cidades paranaenses e “conversar sobre o futuro do Brasil.” Esse tipo de evento, que nesse caso tem fins eleitorais, é prática comum na gestão do executivo da capital – a prefeitura periodicamente reúne servidores e aliados para almoços e jantares no Madalosso. 

O governador Ratinho Jr. (PSD) também declarou apoio a Flávio no segundo turno, mas, como está de férias em viagem ao exterior, não participa do jantar nesta terça-feira. Eduardo é neto de Paulo Pimentel, ex-governador do Paraná na década de 1960 e influente nome da política estadual. A família Pimentel foi dona de veículos de comunicação paranaenses, como O Estado do Paraná, a Tribuna do Paraná e a TV Iguaçu, que hoje é a Rede Massa/SBT, pertencente à família do atual governador, Carlos Massa Ratinho Jr.

A Frente de Lutas, organização popular da capital paranaense, organiza um protesto contra os ataques à democracia por parte da campanha de Flávio Bolsonaro. Os manifestantes se encontrarão em frente ao Madalosso para protestar também contra medidas da prefeitura que ferem direitos de pessoas em situação de rua, na capital.

Em nota divulgada nas redes, o grupo afirma que o encontro será realizado em “bairro nobre da elite curitibana, povo pelo qual Pimentel e Bolsonaro governam.” Na última semana, Bolsonaro declarou que usaria a maioria no Senado para mudar a Constituição Federal, sem indicar o que seria alterado. Também nessa semana, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, partido de Bolsonaro e de Moro, reconheceu que houve planejamento de um golpe de Estado no contexto das eleições de 2022.

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Fonte: Brasil de Fato

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