‘Pixuleco eleitoral’: Gilmar e Moraes acusam Mendonça de interferência nas eleições

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Por Carolina Maingué PiresJOTA

Os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes apontaram nesta terça-feira (15/9), durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF), que o ministro André Mendonça agiu com interesses eleitorais ao levantar o sigilo parcial das investigações da Polícia Federal sobre o Banco Master, publicizando, num primeiro momento, somente os documentos que mencionavam Moraes. “É evidente que se trata de um pixuleco, de um boneco eleitoral”, disse Gilmar durante a exposição de uma questão de ordem, na qual ele pediu a suspensão da sessão para julgamento conjunto dos processos que tratam de Moraes e Mendonça.

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Mendonça, antes relator das investigações envolvendo o Banco Master, levantou o sigilo de um relatório da PF que mencionava sobretudo Moraes como destinatários das mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Ao fazer isso, o magistrado deixou sob sigilo parte da documentação que levantava suspeitas sobre outros ministros do Supremo, como Nunes Marques, Dias Toffoli e o próprio Mendonça. Gilmar Mendes criticou o fato de o levantamento do sigilo ter ocorrido na iminência do feriado de 7 de setembro.

Disse ainda que, apesar de haver suspeitas desde março, Mendonça aguardou o período eleitoral para encomendar o relatório sobre Moraes à PF. O magistrado criticou a tentativa de “arrastar o STF para este tipo de prática”.

“É evidente e até as pedras sabem que há um inequívoco viés político eleitoral na forma como o tema foi conduzido nos autos dessa PET 16.662”, falou.

Mendonça disse que aguardaria momento oportuno para se manifestar sobre as alegações do colega.

Antes da fala de Gilmar, o ministro Alexandre de Moraes também havia apontado interesses eleitorais na condução do caso por Mendonça. Segundo ele, Mendonça teria chamado a Polícia Federal e pedido para incluir Moraes nas investigações porque “está a serviço de um grupo político que quis dar um golpe neste país”. Moraes foi relator da ação penal que condenou Jair Bolsonaro e os envolvidos com a tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023.

Fonte: JOTA

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