Pix por aproximação perde teto de R$ 500 e cliente passa a definir limite

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Por Douglas Matos — Carta Capital

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O Banco Central retirou restrição e os valores seguem agora as regras de segurança de cada conta; medida começa a valer nesta quinta-feira

O Banco Central retirou o teto de R$ 500 por transação para o Pix por aproximação. A mudança entrou em vigor nesta quinta-feira (01/10) e permite que o cliente solicite ao banco o aumento ou a redução dos limites aplicados a essa modalidade de pagamento. As operações continuam sujeitas às regras de segurança de cada instituição financeira.

A alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo BC em junho. A medida também alcança transações realizadas por Código QR, chaves de acesso e operações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance, mecanismo de compartilhamento de dados entre instituições financeiras.

Fim do teto não libera valores automaticamente

O fim da restrição de R$ 500 não significa que o usuário poderá fazer pagamentos de qualquer valor sem controle . O limite continuará sendo determinado pelas configurações de segurança e pelos valores estabelecidos para cada cliente.

Na prática, um correntista poderá realizar uma transação de R$ 600 ou de R$ 1 mil por aproximação caso o limite de sua conta permita. Não haverá um novo teto único para substituir os R$ 500.

Segundo o Banco Central, a mudança também exige que as instituições financeiras disponibilizem uma ferramenta de gerenciamento no aplicativo . O cliente poderá pedir aumento ou redução dos limites, e os pagamentos poderão superar R$ 500 desde que estejam dentro do limite da conta.

Como ajustar o limite

O procedimento de alteração varia conforme o banco, mas segue uma lógica comum. O cliente deve acessar o aplicativo da instituição financeira, localizar as configurações do Pix, entrar na área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação e solicitar o aumento ou a redução do valor permitido.

Em seguida, é preciso seguir as etapas de autenticação exigidas pelo banco. A retirada do teto específico não elimina os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas. As regras gerais de segurança do Pix continuam valendo.

Tecnologia NFC e vinculação

O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados.

Disponível desde fevereiro de 2025, a modalidade pode ser usada diretamente pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis.

Para usar o recurso por meio de uma carteira digital, é necessário primeiro vincular a conta bancária ao serviço. O usuário deve abrir a carteira digital do celular, escolher a opção de vincular uma conta, autorizar a vinculação do Pix por aproximação no aplicativo do banco.

Depois de configurado, o pagamento segue dinâmica semelhante à de um cartão cadastrado no celular.

Na hora de pagar, o cliente informa ao estabelecimento que fará o pagamento via Pix, confere os dados e o valor da cobrança, aproxima o celular da máquina, faz a autenticação exigida e confirma a operação.

Dependendo da configuração do banco e da carteira digital, pode ser necessário autenticar a operação antes da conclusão.

Cuidados contra golpes

A possibilidade de realizar pagamentos maiores por aproximação exige atenção do usuário. Como o celular pode concluir a operação sem que seja necessário abrir o aplicativo bancário em determinadas situações, é importante conferir o valor e os dados da cobrança antes de autorizar o pagamento.

Entre os principais cuidados estão conferir o valor exibido na maquininha e no celular, verificar o estabelecimento antes de aproximar o aparelho, manter bloqueio de tela e mecanismos de autenticação ativos, não entregar o celular desbloqueado a terceiros, acompanhar as notificações das transações e revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo do banco.

Adesão ainda baixa

Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento utilizados no País. Em agosto, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações.

O Pix por aproximação, no entanto, ainda tem baixa adesão. Em agosto, a modalidade registrou 2 milhões de transações, o equivalente a 0,06% do total de operações no mês.

Apesar do percentual reduzido, o volume cresce de forma expressiva: em janeiro, o total de operações na modalidade somou 1,06 milhão.

Com informações da Agência Brasil.


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Fonte: Carta Capital

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