Pivô do golpe contra Dilma, Eduardo Cunha fracassa em tentativa de se eleger por Minas Gerais

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – O ex-presidente da Câmara dos Deputados e articulador do golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff, Eduardo Cunha (Republicanos), não conseguiu se eleger deputado federal por Minas Gerais nas eleições deste ano. A candidatura do político foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), que o considerou inelegível até o ano de 2027, decisão da qual ele recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com 99,85% das urnas apuradas no estado, o ex-parlamentar somava 31.795 votos.

Cassado pela Câmara dos Deputados no ano de 2016 e sem exercer mandato público desde então, Cunha disputou a corrida eleitoral por um terceiro estado diferente em sua carreira política. O movimento ocorreu após uma longa trajetória construída no Rio de Janeiro e uma tentativa frustrada de conquistar uma vaga por São Paulo no pleito de 2022, momento em que estava filiado ao extinto PTB.

Ao longo deste ano, o político buscou estruturar uma base eleitoral no interior mineiro, recorrendo a uma forte aproximação com lideranças de igrejas evangélicas, veículos de comunicação e clubes de futebol. Uma das principais peças dessa articulação estratégica envolveu a expansão de emissoras de rádio ligadas a ele e a seus familiares no estado de Minas Gerais.

Durante a campanha, a estratégia central do candidato consistiu em tecer críticas recorrentes aos governos liderados pelo PT, resgatando o histórico de rivalidade com a legenda. No ano de 2015, no exercício da presidência da Câmara, o então deputado acolheu o pedido de denúncia que deu início ao trâmite do impeachment de Dilma Rousseff. Na ocasião, o PT o acusou de agir por vingança em razão da ausência de apoio da bancada petista à sua eleição para o comando da Casa Legislativa.

A investida em solo mineiro inseriu o ex-deputado em um grupo de pelo menos 132 candidatos que alteraram seu domicílio eleitoral para a disputa deste ano, segundo levantamento feito com dados do Tribunal Superior Eleitoral. A amostragem aponta que a mudança espacial costuma vir acompanhada de trocas partidárias: 117 desses postulantes também abandonaram suas antigas legendas ao mudar de estado. A agremiação que mais recebeu esses candidatos migrantes na atual corrida eleitoral foi o Republicanos, com 15 nomes, acompanhado pelo Partido Liberal (PL), que registrou 9 adesões.

Fonte: Brasil 247

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