PF ouve ex-sócio de Vorcaro sobre negócios entre Master e BRB
Por Paulo Emilio — Brasil 247
247 – A Polícia Federal (PF) colhe nesta sexta-feira (16) o depoimento do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, no âmbito das investigações sobre as operações financeiras realizadas entre a instituição e o Banco de Brasília (BRB). Os investigadores apuram a participação do empresário nas tratativas que resultaram na aquisição de carteiras de crédito do Master pelo banco público.
Segundo o G1, Augusto Lima compareceu à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, durante a manhã e retornou ao local após o almoço para dar continuidade ao depoimento. A oitiva integra uma série de diligências destinadas a esclarecer as circunstâncias das negociações entre as duas instituições.
PF investiga atuação de Augusto Lima nas negociações
O banqueiro é apontado pelos investigadores como uma das pessoas que atuaram na interlocução com o BRB para viabilizar a compra de carteiras de crédito do Banco Master. A apuração busca esclarecer seu papel nas negociações e as condições em que as operações foram realizadas.
Entre os elementos analisados pela Polícia Federal estão conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro. As mensagens integram o material reunido pelos investigadores para examinar as relações comerciais entre o Master e o BRB.
Augusto Lima foi sócio de Vorcaro, ocupou o cargo de CEO do Banco Master e também exerceu o controle do Banco Pleno. Sua trajetória nas instituições financeiras é considerada no contexto da investigação sobre os negócios realizados com o banco de Brasília.
Investigação também apura proposta de compra do Master pelo BRB
A Polícia Federal investiga possíveis irregularidades relacionadas à proposta de aquisição do Banco Master pelo BRB, além das operações de compra de carteiras de crédito realizadas entre as instituições.
Em janeiro, dirigentes e ex-sócios dos bancos foram ouvidos pelos investigadores. Os depoimentos fazem parte das diligências conduzidas para esclarecer a participação dos envolvidos e as circunstâncias das transações financeiras.
A apuração sobre as carteiras adquiridas pelo BRB inclui a atuação de Augusto Lima, apontado pela PF como participante das articulações para que o banco público realizasse as operações.
Defesa de Augusto Lima afirma que operações eram lícitas
O banqueiro já havia sido alvo de uma fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em junho.
Na ocasião, sua defesa informou que Augusto Lima estava à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários. Os advogados também sustentaram que os fatos investigados naquela etapa da operação eram lícitos.
Fonte: Brasil 247