Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio e chega a US$ 100
Por Bruna Ariadne — Jornal Opção

O preço do petróleo voltou a se aproximar da marca de US$ 100 por barril nesta quarta-feira, 9, em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio. A possibilidade de novas interrupções no fornecimento da commodity pressionou os mercados internacionais e aumentou a cautela dos investidores diante dos possíveis efeitos sobre a inflação.
O barril do Brent, referência internacional, avançava 1,85%, negociado a US$ 99,73, depois de ultrapassar momentaneamente os US$ 100. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subia 1,31%, para US$ 94,25.
O avanço ocorre após uma nova escalada das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. Forças norte-americanas destruíram cinco petroleiros iranianos que transportavam petróleo bruto, em resposta a tentativas de ataques com mísseis balísticos contra uma embarcação da Marinha dos Estados Unidos.
Em reação, o Irã lançou mísseis contra a Jordânia e fez advertências a embarcações que circulam pelo Golfo Pérsico. A região concentra algumas das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, o que aumenta a preocupação dos mercados com eventuais dificuldades no abastecimento.
Além do risco direto sobre a oferta, a valorização da commodity pode provocar novos efeitos sobre os preços de combustíveis, transporte e diferentes cadeias produtivas, dificultando o processo de desaceleração da inflação em diversas economias.
Wall Street fica perto da estabilidade
Nos Estados Unidos, os índices futuros operavam próximos da estabilidade enquanto os investidores avaliavam os efeitos da valorização do petróleo e aguardavam novos indicadores de inflação.
O futuro do Dow Jones recuava 0,08%, enquanto o S&P 500 apresentava avanço de 0,05%. O Nasdaq subia 0,15%.
Os próximos dados de inflação norte-americana devem ganhar ainda mais atenção diante da pressão exercida pelas commodities. Os números poderão fornecer novas pistas sobre os próximos movimentos do Federal Reserve (Fed) na condução da taxa de juros.
Europa opera em queda
O cenário era mais negativo nas bolsas europeias. O índice STOXX 600 recuava 0,60%, acompanhado pelas principais bolsas do continente.
O DAX, da Alemanha, caía 0,67%, enquanto o CAC 40, da França, recuava 0,91%. O FTSE 100, do Reino Unido, apresentava baixa de 0,29%, e o FTSE MIB, da Itália, perdia 0,44%.
Entre os setores mais pressionados estavam varejo, com queda de 1,52%, viagens e lazer, com baixa de 1,18%, e bancos, que recuavam 0,96%.
A valorização do petróleo tende a atingir especialmente empresas dependentes de combustíveis e transporte, além de elevar as preocupações com os custos de produção.
Bolsas asiáticas fecham sem direção única
Na Ásia, os principais mercados encerraram o pregão com desempenhos diferentes. O Kospi, da Coreia do Sul, avançou 1,4%, enquanto o índice de Xangai, na China, subiu 0,28%.
No sentido contrário, o Nikkei, do Japão, caiu 0,19%. O Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,24%, enquanto o Nifty 50, da Índia, perdeu 0,36%. Na Austrália, o ASX 200 fechou em queda de 0,11%.
O minério de ferro negociado na Bolsa de Dalian também recuou, interrompendo uma sequência de quatro sessões de valorização. A commodity caiu 0,27%, para 738 yuans, equivalente a aproximadamente US$ 109,98.
O movimento foi influenciado por dúvidas sobre a demanda chinesa, após siderúrgicas reduzirem a produção diante do aperto das margens, além do aumento das importações da matéria-prima.
No mercado de criptomoedas, o bitcoin avançava 1,60% em 24 horas e era negociado a aproximadamente US$ 79,6 mil.
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Fonte: Jornal Opção