Pesquisa TMC-Alfa aponta insatisfação do eleitorado com os rumos do caso Master

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Por Guilherme Levorato — Brasil 247

247 – A nova pesquisa nacional realizada pelo instituto Alfa Inteligência, encomendada pela TMC e divulgada nesta quinta-feira (24), revela que a grande maioria dos brasileiros que acompanham o caso Banco Master demonstra ceticismo e insatisfação em relação à condução das investigações. Segundo os dados levantados, 72% dos entrevistados que tomaram conhecimento sobre o tema avaliam que o assunto está sendo tratado pelas autoridades com menos rigor do que deveria.

Entre as pessoas que afirmaram ter conhecimento sobre as notícias veiculadas a respeito do caso, 45% acreditam que os procedimentos de apuração estão alcançando apenas algumas das pessoas que deveriam ser investigadas. Paralelamente, outros 35% avaliam que os principais envolvidos ainda nem sequer estão sendo alcançados pelas autoridades. Apenas 10% do grupo consultado consideram que as apurações são abrangentes o suficiente para atingir todos os responsáveis.

Em contrapartida à percepção majoritária de leniência, somente 13% dos entrevistados que acompanham o caso entendem que o nível de rigor empregado pelas autoridades é o adequado. O percentual dos que consideram que há rigor excessivo nas apurações ficou fixado em apenas 1%.

Baixa confiança no STF

A desconfiança demonstrada no tratamento do caso do Banco Master se conecta a um cenário geral de pouca credibilidade do Poder Judiciário registrado no mesmo estudo. A pesquisa da Alfa Inteligência aferiu a confiança da população brasileira no Supremo Tribunal Federal (STF) e apontou que 41% dos entrevistados afirmam confiar pouco na Suprema Corte, enquanto 31% declararam categoricamente não confiar na instituição. Apenas 10% dos ouvidos disseram confiar muito no tribunal, e 18% não souberam ou preferiram não responder.

O tema do combate à corrupção, no qual o desdobramento do caso Banco Master se insere, desponta como o fator de maior peso na hora do voto para a Presidência da República. Indagados sobre qual assunto exerce maior influência na hora da escolha eleitoral, 29% dos brasileiros citaram a corrupção no topo de suas prioridades, superando o custo de vida (21%), a educação (16%), a segurança pública (14%), o emprego (8%) e a saúde (6%).

A pesquisa do instituto Alfa Inteligência foi realizada entre os dias 18 e 23 de setembro de 2026, ouvindo 2.700 eleitores com 16 anos ou mais em todas as regiões do país. A margem de erro máxima é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, sob um nível de confiança de 95%. O levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-02512/2026.

Fonte: Brasil 247

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