Pesquisa revela que ‘terror psicológico’ e redes são as principais táticas de assédio eleitoral no trabalho
Uma pesquisa do Tribunal Superior do Trabalho (TST) revelou que as formas mais comuns de assédio eleitoral no ambiente de trabalho incluem o “terror psicológico” e o uso de redes sociais para pressão política. A análise de 138 processos judiciais de diversas regiões do Brasil mostrou que a coação não é resultado apenas de ações isoladas de chefias, mas sim de um padrão institucional dentro das empresas. O terror psicológico, que representa 81,9% dos casos, envolve a disseminação de narrativas alarmistas que ligam a vitória de certos candidatos a consequências econômicas negativas, como fechamento de empresas e perda de empregos.
Além disso, a pesquisa destacou o uso do WhatsApp como a principal ferramenta para essas práticas, presente em 67,4% dos processos analisados. Os casos incluem a criação de grupos corporativos para a propaganda política, a exigência de compartilhamento de conteúdos eleitorais e o monitoramento das redes sociais dos funcionários. A pressão econômica também foi um fator significativo, aparecendo em 61,6% dos casos, revelando um cenário preocupante de vigilância e coerção que afeta a liberdade de escolha dos trabalhadores nas eleições.
Fonte: https://revistaforum.com.br/