Pesquisa BTG/Nexus: Lula reduz vantagem de Flávio Bolsonaro e acirra disputa pelo Planalto

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Por Daniel Marcelino — JOTA

A disputa pelo segundo turno das eleições 2026 para a Presidência da República ficou estreitou na segunda semana de campanha. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (19/10) mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 46,5% das intenções de voto estimuladas, ante 45,9% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na semana anterior, a diferença era de 3,2 pontos percentuais, enquanto agora a diferença caiu para 0,6 ponto.

Flávio oscilou 1,4 ponto para baixo, enquanto Lula avançou 0,8 ponto. Brancos e nulos permaneceram em 4,7%, e o percentual de indecisos subiu de 2,3% para 2,9%. Diante da proximidade dos candidatos, o instituto passou a divulgar os resultados com uma casa decimal e ajustou retrospectivamente a série histórica para permitir comparações na mesma escala.

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Considerados apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, o senador tem 50,3%, contra 49,7% do presidente. Há uma semana, a proporção era de 51,6% a 48,4%. A vantagem de Flávio, portanto, recuou de 3,2 para 0,6 ponto percentual, configurando um empate técnico.

O levantamento indica que o segundo turno chega à semana decisiva com um eleitorado mais aberto a mudanças. A parcela dos entrevistados que admite trocar de candidato subiu de 6,6% para 8,4%.

A disposição para mudar de voto varia significativamente entre os grupos. Entre os eleitores de Flávio, 4,7% não estão convictos da escolha, percentual que chega a 6% entre os apoiadores de Lula. Entre os que declaram voto branco ou nulo, a taxa sobe para 25,1%. Já entre os indecisos, 78,4% ainda podem mudar de posição.

As possibilidades de mudança mostram que a disputa permanece aberta. Considerando a segunda opção de voto dos eleitores não convictos, Flávio poderia variar dos atuais 46,5% para uma faixa entre 44,4% e 47,2%. Lula, por sua vez, poderia oscilar dos atuais 45,9% para um intervalo entre 43,1% e 47,1%. Os limites superiores são praticamente idênticos, indicando que nenhum dos candidatos tem vantagem clara em termos de potencial de crescimento.

A disputa também se aproxima na rejeição. A de Flávio permaneceu praticamente estável, passando de 47% para 46,8%. A de Lula caiu de 50,6% para 47,8%, reduzindo a diferença entre os dois. O potencial de voto, que reúne os eleitores que evotariam com certeza ou que poderiam votar em cada candidato, é exatamente o mesmo: 50,1% para ambos.

Fim da escala 6×1

A pesquisa também mediu a opinião dos eleitores sobre o fim da escala de trabalho 6×1, aprovada pelo Congresso na semana passada e defendida por Lula durante a campanha. A proposta é aprovada por 66,2% dos entrevistados, enquanto 26,4% a desaprovam.

O apoio é mais expressivo entre os eleitores que votaram em Lula no primeiro turno, chegando a 91,9%. Entre os que escolheram candidatos da terceira via e os que se abstiveram, a aprovação é de 70,9% em ambos os grupos. Entre os eleitores de Flávio, o índice cai para 39,4%.

O resultado mostra que a medida tem respaldo amplo no eleitorado, mas seu efeito sobre o voto depende da posição de cada eleitor.

Entre os que aprovam o fim da escala 6×1, 17,7% afirmam que certamente deixariam de votar em um candidato contrário à proposta, enquanto 14,8% dizem que ficariam em dúvida. Já entre os que desaprovam a medida, 89,2% afirmam que não mudariam o voto. Os dados sugerem que a proposta pode ter maior potencial de influenciar o voto entre seus apoiadores do que de mobilizar os críticos contra um candidato.

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Aprovação do governo

A aprovação de Lula subiu para 47,2% e a desaprovação caiu para 48,8%. É a menor distância desde julho. Ao mesmo tempo, na avaliação do governo, o ótimo/bom caiu para 32,4%, o menor da série. O ruim/péssimo também caiu, para 42,9%. O regular subiu para 23,6%, o que indica eleitores migrando para uma posição intermediária.

Sobre a pesquisa

A pesquisa Nexus, realizada por telefone, entrevistou 2.002 pessoas entre 16 e 18 de outubro. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04499/2026.

Fonte: JOTA

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