Pazolini promete expandir botão do pânico e destravar obras de infraestrutura
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Publicado em 22 de Setembro de 2026 às 16:51
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O
candidato Lorenzo Pazolini (Republicanos) apresentou, durante o debate promovido nesta terça-feira (22) por A Gazeta e CBN Vitória entre concorrentes ao governo do Espírito Santo, uma série de
compromissos para uma eventual administração.
Entre as propostas apresentadas pelo candidato, estão ampliação de políticas de
proteção às mulheres, ações de combate à criminalidade,
articulação para obras de infraestrutura que dependem do governo federal e expansão de programas sociais adotados durante sua gestão
à frente da Prefeitura de Vitória.
Na área da segurança pública, o ex-prefeito disse que, caso
eleito, ampliará para todo o Estado estratégias que, segundo ele,
apresentaram resultados positivos em Vitória. Pela proposta de
Pazolini, o combate à insegurança em território capixaba pode ocorrer por meio da integração entre as forças de segurança, aliada à
implementação de políticas sociais.
Ao detalhar a proposta, o candidato frisou que o foco será a
atuação nos territórios mais vulneráveis, com ações de
segurança, assistência social, educação, esporte, cultura, lazer,
qualificação profissional e geração de oportunidades.
Em outro momento do debate, o candidato também associou a redução
da violência à geração de emprego e renda. Dessa forma, disse que
pretende ampliar iniciativas de empreendedorismo e oferecer
oportunidades de trabalho e renda para mulheres vítimas de
violência, como forma de reduzir a dependência financeira em
relação aos agressores.
Ainda em relação à segurança pública, o candidato apresentou propostas
específicas para o enfrentamento à violência contra a mulher. Foram
citadas a expansão da Casa Rosa – serviço existente em Vitória voltado a mulheres e famílias vítimas de violência doméstica – e do uso do botão do pânico para outras cidades
capixabas.
O candidato também afirmou que pretende criar oportunidades
econômicas para mulheres vítimas de violência. No debate,
citou como exemplo ações realizadas em Vitória e disse que
pretende ampliar esse modelo no Estado, incluindo qualificação,
emprego, renda e apoio para que as mulheres possam deixar situações
de dependência e violência.
“Nós criamos a Casa Rosa em Vitória. Temos esse compromisso na expansão pelo Espírito
Santo. É um equipamento público que atende, acolhe e cuida da
mulher, mas não só da mulher. Cuida de todos aqueles que estão
próximos à mulher”, disse o candidato.
Ao
responder a uma pergunta de jornalistas de A Gazeta sobre como
pretende atuar para destravar demandas essenciais para o Espírito
Santo, entre elas a construção da EF-118 – ferrovia que vai ligar o Espírito Santo, saindo de Santa Leopoldina, ao Rio de Janeiro –, Pazolini afirmou que pretende atuar diretamente na articulação com
o governo federal.
O candidato ainda afirmou que vai se empenhar, caso seja eleito
governador, para que as obras de duplicação da BR 262 saiam
efetivamente do papel.
“O que nós faremos a partir do ano que vem é exatamente trazer
essa articulação para dentro do Palácio Anchieta”, destacou o
candidato.
No trecho em que os candidatos foram provocados a responder sobre os impactos da reforma tributária no Espírito Santo, Ricardo Ferraço (MDB) e Lorenzo Pazolini
protagonizaram um dos momentos mais tensos do debate.
Pazolini escolheu o governador, candidato à reeleição,
para responder sobre o tema. Ao começar sua pergunta, o ex-prefeito
disse que o Estado “tem uma expectativa de perda de
receita muito grande”.
O candidato do Republicanos afirmou ainda que o governo
capixaba não teria debatido o tema de forma transparente com a
sociedade, acrescentando que o Executivo estadual
teria sido “omisso” e irresponsável.
Na réplica, Ferraço disse que seu adversário estava adotando,
naquele momento, uma postura agressiva, talvez por suposta
inexperiência em administração estadual. Na sequência, Pazolini
respondeu dizendo que não gostaria de ter a experiência de “ter o
nome em lista de propina ou em escândalos financeiros”.
Em resposta a Pazolini, o governador rebateu dizendo que o candidato foi indiciado pela Polícia Federal
recentemente “porque fez denúncias contra o governo do Estado e não
teve capacidade de provar”.
O indiciamento citado é de agosto e diz respeito a uma fala de 2022 em que Pazolini acusou o então governador Renato Casagrande de estar envolvido em esquema de corrupção. O documento da PF sobre o indiciamento aponta que o ex-prefeito de Vitória foi ouvido para apresentar as provas das suas alegações, mas não levou novos elementos ao inquérito.
A campanha de Pazolini foi procurada por A Gazeta, após o debate, para comentar o indiciamento, mas informou que não vai se manifestar porque o processo corre em segredo de justiça.
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