Palmeiras elimina o Fluminense nos pênaltis e vai à final da Libertadores

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Por AFP — Carta Capital

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O alviverde espera o vencedor do confronto entre o Flamengo e o Estudiantes, da Argentina

O Palmeiras sofreu mas venceu o Fluminense por 5 a 3 nos pênaltis, nesta quarta-feira 21, e se classificou para a final da Copa Libertadores 2026, na qual buscará seu quarto título no torneio continental.

O Verdão aguarda, na grande final do próximo dia 28 de novembro, no estádio Centenario, em Montevidéu, o vencedor do confronto entre o Flamengo, atual campeão, e o Estudiantes de La Plata.

O Palmeiras foi impecável na disputa de pênaltis, e seu goleiro, Carlos Miguel, defendeu uma cobrança de Nonato, garantindo a vantagem necessária para a classificação à final.

“Só posso agradecer aos companheiros. Conseguimos cobrar os pênaltis da melhor maneira possível”, comemorou Carlos Miguel.

A decisão por pênaltis ocorreu após um gol de Hércules, aos 36 minutos do segundo tempo, que deu a vitória por 1 a 0 ao Fluminense em sua visita ao Nubank Parque, em São Paulo.

Com isso, o clube tricolor igualou o placar agregado da semifinal, após ter sido derrotado por 2 a 1 na semana passada, no Maracanã, no Rio de Janeiro.

Fiel ao seu estilo, um DNA competitivo que, muitas vezes, sacrifica o jogo bonito, o Palmeiras do técnico Abel Ferreira adotou uma postura bastante conservadora.

Embora tenha quase pagado caro por isso com o gol de Hércules, marcado após um passe fantástico do jovem Wesley Natã, a equipe paulista chega à final da Libertadores em busca de uma revanche, um ano após perder a decisão por 1 a 0 para o Flamengo, em Lima.

O time carioca e o Estudiantes, que empataram em 0 a 0 há sete dias, em La Plata, definirão seu destino nesta quinta-feira, no Rio.

Os clubes do Brasileirão conquistaram sete títulos consecutivos da Libertadores, e cinco das últimas seis finais foram disputadas exclusivamente por equipes brasileiras.

‘El Pincha’ é o único sobrevivente que desafia a hegemonia do Brasil, país que está a um título de se tornar, pela primeira vez, o maior vencedor da Copa Libertadores e quebrar o empate com a Argentina. Atualmente os dois estão empatados com 25 conquistas continentais cada.

Para o Palmeiras de Ferreira, tudo vale a pena. Futebol bonito? Não importa.

Assim, com a vantagem conquistada na quarta-feira anterior, a equipe não se importou em ceder a posse de bola ao adversário por longos períodos e administrar o confronto em casa com cautela, ciente de sua capacidade de ser letal nos contra-ataques.

E neutralizou o Flu.

A partida, aliás, foi para o intervalo com apenas uma finalização na direção do gol, de Guilherme Arana, logo no primeiro minuto de jogo. Carlos Miguel defendeu.

A prioridade dos atuais vice-campeões era evitar erros: um gol do Fluminense levaria a decisão para os pênaltis, como de fato aconteceu.

O time carioca arriscou mais no segundo tempo. “Vamos! Eles não querem jogar”, gritou o técnico Marcão aos seus jogadores.

A equipe foi recompensada com o gol de Hércules, mas, nos pênaltis, a sorte sorriu para o Palmeiras.

“Fomos melhores nos 180 minutos”, lamentou o capitão tricolor, Thiago Silva, que manifestou apoio a Nonato. “Ele fez uma grande partida, mas (nos pênaltis) alguém tinha que errar”.

Mauricio, Gustavo Gómez, Ramón Sosa, Joaquín Piquerez e Marlon Freitas converteram todas as cobranças contra Fábio, remanescente do Fluminense campeão da Libertadores de 2023.

E Carlos Miguel foi o herói.

Ele já havia desempenhado esse papel nas quartas de final, quando o Palmeiras também superou a LDU, do Equador, na disputa de pênaltis.

“Não vou contar minha estratégia para ninguém”, brincou o goleiro.

Sua maneira de ver o futebol pode agradar ou não, mas Abel almeja tornar-se o terceiro treinador a conquistar três Libertadores, após os títulos de 2020 e 2021.

Carlos Bianchi ergueu o troféu quatro vezes, uma com o Vélez Sarsfield (1994) e três com o Boca Juniors (2000, 2001 e 2003), e o falecido Osvaldo Zubeldía conquistou três títulos seguidos com o Estudiantes de la Plata (1968, 1969 e 1970).

Metódico, Ferreira revelou em entrevista coletiva que desenvolveu “um protocolo” para disputas de pênaltis, embora tenha ressaltado que “não existem receitas mágicas”.

O Estudiantes terá um reforço de peso na decisão contra o Flamengo, em sua tentativa de quebrar o domínio brasileiro na Libertadores, graças à liberação, de última hora, do zagueiro Marcos Rojo.

“Acreditamos muito no nosso potencial”, disse o técnico da equipe argentina, o uruguaio Alexander Medina. “Ninguém nos deu nada de presente”.

O clube argentino informou, nesta quarta-feira, que o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) “decidiu favoravelmente” a um recurso que solicitava uma medida cautelar para permitir que Rojo jogasse a segunda partida do confronto.

O clube havia recorrido ao TAS depois que a Conmebol negou a inscrição do jogador para a primeira partida, alegando que sua transferência do Racing de Avellaneda ocorreu fora do período de inscrições.

Com a questão resolvida, Rojo deve ser titular no segundo confronto.

O Flamengo, por sua vez, conta com o retorno de Jorginho, que desfalcou a equipe na semana passada devido ao acúmulo de cartões amarelos.


AFP

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Fonte: Carta Capital

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