Os US$ 90 mil estão chegando? Bitcoin (BTC) passa de US$ 86 mil e alcança maior valor desde janeiro
Por Carolina Gama — Seu Dinheiro

O rigoroso inverno que congelava o mercado de ativos digitais parece ter aberto espaço para as primeiras flores da primavera. Após meses de retratação e volatilidade, o bitcoin (BTC) voltou a aquecer o mercado de criptomoedas ao ultrapassar a marca de US$ 86 mil nesta segunda-feira (21) e atingir o maior patamar desde o final de janeiro.
O movimento consolida uma recuperação que ganha força há semanas e acende o otimismo de que o ciclo de queda ficou para trás.
Durante a manhã, a maior criptomoeda do mundo chegou a bater a máxima de US$ 86.300, acumulando uma alta de cerca de 10% nos últimos sete dias.
O bitcoin ainda está distante do seu topo histórico — superior a US$ 126 mil, alcançado em outubro de 2025, marco que inaugurou o congelamento dos preços —, mas o ritmo de retomada sinaliza uma mudança profunda na confiança dos investidores.
Por que o bitcoin voltou a subir?
A escalada do preço do bitcoin não ocorreu por acaso. Ela é o resultado da combinação de três fatores principais que se desenharam nos bastidores nas últimas semanas.
O primeiro deles é o fundamento forte e os preços defasados. Durante o período de baixa, o valor da criptomoeda caiu, mas a infraestrutura do ecossistema continuou crescendo.
O volume de transações nas redes blockchain aumentou e grandes instituições financeiras globais, como a BlackRock, aprofundaram a presença no setor. Para especialistas, havia uma desconexão temporária entre o valor real do ecossistema e o preço de tela — uma lacuna que agora começa a se fechar.
O segundo deles é o cenário regulatório favorável nos EUA. Na última semana, o Senado norte-americano barrou o avanço do Clarity Act, projeto que criaria uma estrutura regulatória dividida para o setor.
Paradoxalmente, a não aprovação da lei favoreceu o mercado: a regulação segue temporariamente sob a responsabilidade da SEC e da CFTC, órgãos que hoje contam com as posturas mais abertas e favoráveis às criptomoedas da história dos EUA.
Por fim, a rotação do capital de inteligência artificial (IA) também tem a ver com esse movimento. Nos últimos meses, o frenesi em torno das empresas de IA monopolizou a atenção e os recursos dos investidores em busca de valorizações rápidas.
Com a acomodação recente das ações de tecnologia, esse capital começou a migrar de volta para as criptomoedas em busca de novas oportunidades de ganho.
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O que esperar a partir de agora?
O otimismo não se restringe apenasao bitcoin. Ações de empresas fortemente associadas ao setor, como Coinbase e Strategy, também operam em alta nos EUA.
Do ponto de vista técnico, analistas da consultoria BTIG apontam que, enquanto o bitcoin mantiver o piso de suporte na casa dos US$ 75 mil, a força compradora tem caminho livre para superar a barreira dos US$ 82 mil e mirar a meta dos US$ 90 mil.
Embora o mercado ainda não tenha recuperado as máximas históricas, a leitura de grandes gestores é de que a fase de hibernação acabou.
Se as projeções se confirmarem, o degelo atual pode ser o prenúncio de um dos ciclos de alta mais duradouros da história dos ativos digitais.
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Fonte: Seu Dinheiro