Os especialistas em design de interiores concordam: o piso flutuante já passou de moda e seu substituto é mais acolhedor e elegante, e será a estrela em 2027

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Por Carlos Emanoel Freires dos Santos — Catraca Livre

Durante anos, o piso flutuante com réguas paralelas dominou reformas por ser prático, versátil e capaz de reproduzir o visual da madeira com manutenção relativamente simples. Para 2027, porém, uma nova leitura desse mesmo material começa a ganhar mais atenção: o piso laminado em espinha de peixe, que cria movimento no ambiente e combina melhor com a busca por interiores mais quentes, naturais e cheios de textura.

O desenho quebra a uniformidade das réguas paralelas e acrescenta profundidade visual.

Qual é o piso apontado como substituto do flutuante tradicional?

A principal aposta é o laminado instalado em padrão de espinha de peixe. Em vez de deixar todas as réguas seguindo a mesma direção, as peças são posicionadas em ângulos que formam um desenho repetido e mais marcante.

O efeito lembra pisos clássicos usados há décadas em casas e apartamentos antigos, mas aparece agora com materiais modernos e sistemas de instalação mais práticos. O resultado cria mais personalidade sem exigir necessariamente madeira maciça.

Por que a espinha de peixe deixa o ambiente mais acolhedor?

O desenho quebra a uniformidade das réguas paralelas e acrescenta profundidade visual. Quando combinado com acabamentos inspirados em carvalho, mel, bege ou madeira natural, o piso ajuda a afastar a sensação fria associada a interiores excessivamente brancos, cinza ou minimalistas.

Essa busca por materiais mais táteis e tons naturais também aparece em outras tendências previstas para 2027, com madeira, pedra, terracota e superfícies texturizadas ganhando presença em diferentes ambientes da casa.

Espinha de peixe e ponta de Hungria são a mesma coisa?

Não exatamente. Os dois desenhos utilizam peças diagonais, mas a montagem é diferente.

  • espinha de peixe: as extremidades das réguas se encontram formando ângulos alternados;
  • ponta de Hungria: as peças são cortadas em ângulo e formam linhas contínuas em formato de V;
  • réguas estreitas deixam o desenho mais evidente;
  • peças largas criam um resultado visual mais discreto;
  • tons claros ampliam visualmente, enquanto tons escuros aumentam o contraste.

A escolha depende do tamanho do espaço e do quanto o piso deve chamar atenção dentro da decoração.

O desenho quebra a uniformidade das réguas paralelas e acrescenta profundidade visual.

Esse tipo de piso exige mais cuidado na instalação?

Sim. O desenho geométrico evidencia desalinhamentos com mais facilidade do que a colocação tradicional. Se a base estiver desnivelada ou se as réguas não encaixarem com precisão, o padrão pode perder continuidade e deixar falhas visíveis.

Também vale observar resistência ao desgaste, qualidade do sistema de encaixe e textura superficial. Em áreas de circulação intensa, esses detalhes pesam tanto quanto a aparência. A preparação correta do contrapiso continua sendo essencial para evitar problemas depois da instalação.

O piso flutuante tradicional realmente saiu de moda?

Não de forma absoluta. A mudança é mais estética do que funcional. Réguas paralelas continuam sendo práticas, discretas e fáceis de combinar, enquanto a espinha de peixe ganha espaço por oferecer mais movimento e personalidade.

Para 2027, a tendência aponta menos para eliminar completamente o piso flutuante tradicional e mais para reinterpretá-lo. O mesmo laminado que antes aparecia em linhas retas pode ganhar um desenho mais sofisticado, tons naturais e acabamento mais quente, acompanhando interiores que buscam conforto visual sem abandonar praticidade.

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Fonte: Catraca Livre

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