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No final de 1984, diversas pessoas na região do Lago Tahoe, na Califórnia, começaram a apresentar sintomas como fadiga debilitante, marcando o primeiro registro documentado do que viria a ser classificado como síndrome da fadiga crônica pelo CDC no final dos anos 1980. Atualmente, essa condição complexa é conhecida como ME/CFS, ou encefalomielite miálgica/síndrome da fadiga crônica. Com manifestações severas, a doença pode incapacitar indivíduos a ponto de não conseguirem sair da cama sem auxílio e até necessitarem de alimentação por sonda. Embora não seja rara, afetando uma parcela significativa dos milhões de pessoas com long Covid, a ME/CFS ainda é amplamente mal compreendida. A antropóloga cultural da Universidade Duke, Emily Lim Rogers, explora em seu novo livro, “Sick Work: Exhaustion, Labor, and Invisible Illness”, o esforço necessário para simplesmente existir enquanto doente, abordando a história da condição e as experiências de diferentes grupos raciais em relação às doenças crônicas.

Fonte: Mother Jones Magazine

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