O que provocou a queda? CENIPA investiga acidente de avião que matou dois goianos

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Por Mylenna Scheidegger — Jornal Opção

O que provocou a queda? CENIPA investiga acidente de avião que matou dois goianos

As duas pessoas que morreram na queda de um avião de pequeno porte em Divinópolis do Tocantins, na região oeste do estado, eram goianas. As vítimas foram identificadas como o empresário Ebert Rodrigues de Sousa, de 45 anos, e o piloto Diego Arantes Rezende, de 38 anos. O acidente aconteceu na tarde desta quarta-feira, 30, em uma área rural próxima ao Assentamento Mulher Cidadã.

Ebert era empresário e tinha atuação em empresas ligadas ao setor de iluminação e sinalização viária. Natural de Goiás, ele era casado e deixa dois filhos menores de idade. Segundo informações levantadas após o acidente, uma empresa administrada por ele, a Prime Administração Ltda., aparecia como proprietária de metade da aeronave envolvida na queda.

A outra vítima, Diego Rezende, também era goiano e trabalhava como piloto. Ele tinha uma relação ainda mais direta com a aeronave: segundo dados do Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), consultados na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Diego era proprietário de 50% do avião desde fevereiro de 2023.

O piloto também tinha atuação profissional no setor aéreo. Ele aparece vinculado à A.R Fly Soluções em Transporte Aéreo e Serviços Ltda., empresa sediada em Anápolis (GO) e relacionada a serviços auxiliares ao transporte aéreo. Registros da Anac também identificam Diego pelo CANAC 120851, em documentação referente à formação e à proficiência como piloto.

Avião pertencia às duas vítimas

O avião envolvido no acidente era um bimotor Neiva EMB-810D, de prefixo PT-RSN. Os registros consultados após a queda mostram que a aeronave tinha ligação direta com os dois homens que estavam a bordo.

Metade do avião estava registrada em nome de Diego. A outra parte pertencia à Prime Administração Ltda., empresa administrada por Ebert. A documentação indica, portanto, que os dois ocupantes tinham participação na propriedade da aeronave.

O cadastro da Anac apontava ainda que o avião estava em situação normal, com Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até 4 de novembro de 2026. A aeronave também tinha autorização para operações noturnas e voos por instrumentos (IFR). Essas informações, no entanto, não indicam as circunstâncias que levaram à queda.

O acidente foi registrado durante a tarde de quarta-feira. O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 13h10, após informações sobre a possível queda de uma aeronave na região. As equipes fizeram buscas pela área até localizar os destroços, por volta das 17h36. O avião estava em uma região de vegetação e de difícil acesso, nas proximidades do Assentamento Mulher Cidadã.

Moradores relataram ter visto a aeronave voando em baixa altitude antes de ouvirem um forte barulho. O relato faz parte das informações iniciais sobre o acidente e ainda não permite apontar o que provocou a queda.

CENIPA investiga o acidente

Após a localização da aeronave, equipes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da perícia foram mobilizadas para o local.

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) acionou investigadores do Sexto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA VI), com sede em Brasília.

Nesta primeira etapa, chamada de Ação Inicial, os investigadores fazem a coleta e confirmação de dados, preservam elementos encontrados na área do acidente, verificam os danos provocados na aeronave e levantam informações que poderão ajudar a esclarecer o que aconteceu.

Até o momento, não há informação oficial sobre a causa da queda. A investigação deverá reunir os elementos necessários para apontar as circunstâncias do acidente.

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Fonte: Jornal Opção

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